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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Jesus, Vieira, Benfica e Sporting

Até ontem nem acreditava no que a imprensa dizia sobre a transferência de JJ para o Sporting. Não acreditava porque a imprensa portuguesa é adestrada e mentirosa. Agora que parece que a transferência é um facto, tenho alguns comentários a fazer sobre o tema:

Sporting e Bruno Carvalho
O presidente do Sporting tem mostrado ser uma pessoa sem sentido institucional da posição que tem mas isso não incomoda os sportinguistas e eu percebo. Tão depressa destrata publicamente a sua equipa de futebol como anda com jogadores às cavalitas no fim dos jogos. Tão depressa mente descaradamente sobre conversas tidas com dirigentes de outros clubes como se vitimiza por ter sido desconsiderado nas eleições da Liga. Assiste a todas as finais (e outros jogos) das modalidades e vai para o banco nos jogos de futebol mas comporta-se como um adepto de sangue quente, inclusive em conversas com árbitros. Na essência é um populista mas defende o clube e já conseguiu alguns bons acordos como os da dívida com BES e o da vinda do Nani. Além disso reorganizou o clube e contratou sempre treinadores competentes que lhe garantiram épocas acima do que a qualidade do plantel fazia prever. Parece que agora terá contratado Jesus e o seu mérito é o de ter conseguido encontrar fundos para esta operação, não tanto ter roubado o treinador ao Benfica porque, ao que parece, terá sido o Benfica a não querer a continuação do seu treinador. Veremos se esta estratégia do Sporting não acabará por deixar o controlo da SAD fora da mão dos sócios!

Jorge Jesus
Para que não haja dúvidas, sou um adepto deste treinador desde que, após ter chegado ao Benfica, percebi a diferença que incutiu no futebol da nossa equipa. Nunca quis que se fosse embora, nem quando perdeu tudo em 2012.
Há uns tempos mudou de empresário e juntou-se ao afamado Jorge Mendes. Desde aí que não vemos outra coisa na imprensa que não a facilidade que Jesus teria em treinar qualquer equipa de topo da Europa, esquecendo-se sempre (e convenientemente) de referir os seus problemas comunicacionais, sobejamente conhecidos. Afinal, parece que o objetivo dessa mensagem, repetida até à exaustão, era sacar mais uns €€ ao Benfica ou, pelo menos, manter um nível salarial já principesco e não sair de Portugal porque, quando confrontado com a libertação do contrato que tinha com o Benfica, aceitou menos dinheiro de um clube com um plantel menos valioso e com menos garantias de qualidade nos reforços. Será que é no Sporting que Jesus vai ganhar a Champions? Será que passa a pré eliminatória? Será que dois galos (alucinados) vão coexistir bem na mesma capoeira? Veremos!

Benfica e Luís Filipe Vieira
Ao que parece Vieira queria mesmo mudar a estratégia de fornecimento de jogadores à equipa principal e não via em Jesus a pessoa capaz de assumir esse novo rumo. Jesus queria altos voos europeus e Vieira, que tem e sempre teve os pés bem assentes no chão, quer consolidar um domínio interno alicerçado em finanças competitivas e um plantel identificado com o clube. Para isso a “fábrica seixalense” é fundamental e há que ser rentabilizada. Jesus queria (com toda a propriedade) êxito imediato e substituição dos craques por jogadores de igual valia e não meninos com dois ou três anos de formação pela frente até poderem ser competitivos e regulares. Concordo com a estratégia de Vieira de médio prazo mas este processo foi, claramente, mal gerido. Vieira forçou a saída de Jesus e deu-se mal com o resultado. Jesus é daqueles treinadores que dá garantias e vai dar garantias para um rival que tanto precisava. No imediato vamo-nos agarrar a um treinador que ainda não está testado. Mal por mal preferia Marco Silva.

Jorge Jesus e Rui Vitória
Volto a dizer, sou um fã indefetível de Jorge Jesus e tudo o que não seja Jesus é pior. Dito isto, Jesus vai para pior, para muito pior! No Benfica teve equipas recheadas de talentos e sempre reforçadas com o melhor que passou nos relevados portugueses nestes últimos seis anos. No Sporting tem o Cédric e o Adrien e o André Martins. O Sporting vai melhorar muito, o Jesus vai ficar aquém do que fez no Benfica.
Jesus é um treinador de ataque, de espetáculo, de vertigem ofensiva mas terá no Sporting o que tinha no Benfica em 2009? Não. E terá ele o cuidado (para não dizer humildade) para montar uma equipa de trás para a frente com reforço no meio campo para não desproteger um setor defensivo algo frágil, pelo menos em relação ao que tem estado habituado. Quando Jesus chegou ao Benfica tinha Maxi, Luisão, David Luiz e Coentrão com Javi Garcia no apoio. No Sporting tem Cédric, Paulo Oliveira, Ewerton e Jefferson com William no apoio. Não sendo maus jogadores penso que é óbvia a diferença de qualidade!
Vitória é mais do mesmo no panorama nacional. Aquele 4x2x3x1 em que todos jogam e a que todos Jesus ganhou! Vai ter ao seu dispor um Ferrari mas terá unhas para o aguentar? Não sei! E não sei porque o maior teste que teve foi treinar um Vitória de Guimarães em crise financeira sem grandes exigências desportivas de tal forma que, ao cabo de quatro épocas, teve três classificações discretas e uma normal, este ano, atrás do maior rival. É claro que não me esqueci da Taça de Portugal mas a Académica também ganhou uma uns anos antes e o Vitória de Setúbal outra. Tem o valor que tem! Não tenho confiança nas qualidades de Vitória mas tenho-a nas decisões de Vieira e quando contratou Jesus também torci o nariz. Veremos o que o futuro tratará na certeza de que a estrutura do Benfica é a mais forte e também de que Vitória, não sendo Jesus, também não será acéfalo!

Resumindo, quem vai sair a perder no meio disto tudo é Jorge Jesus. O Benfica não geriu isto da melhor forma e arrisca-se a ter dissabores imediatos mas confio que no médio prazo sairá por cima.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Maldição?!


No dia do 110º aniversário, o SL Benfica inaugurou uma estátua em homenagem a Béla Guttmann; é certamente uma homenagem merecida, no entanto, a meu entender a estátua deveria estar na rua, perto dos adeptos.  

É famosa a "maldição de Guttmann" sobre o SL Benfica, é frequentemente relembrada no mundo do futebol. Há até adeptos do SL Benfica que lhe guardam ressentimento, outros que querem perdão, mas o que é a maldição de Guttmann? 

Esta "maldição" é um mito do futebol, faz parte do folclore, até certo ponto ajudou a popularizar o SL Benfica. Já li sobre ela em muitos meios de comunicação social estrangeiros, quer quando se fala de Béla Guttmann, quer quando se fala de finais europeias do SL Benfica. 

Conhecido como "o Mago", Béla Guttmann sempre foi conhecido por ser controverso: nas decisões e nos comentários. Saiu o FC Porto para o SL Benfica, aparentemente, sem contactar os dirigentes do FC Porto, acabou por sair do SL Benfica também de forma abrupta. Voltou a ambos os clubes mas sem o sucesso que teve antes. Para o SL Benfica veio assinando um contrato com elevado prémio para a vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus, clausula pedida por si e não contestada devido à improbabilidade que aparentava em ser cumprida.


"Um treinador é como um domador de leões. Ele domina o animal, na jaula onde faz o seu espectáculo, enquanto tem autoconfiança e não demonstra medo. Mas no momento em que fica inseguro da sua energia hipnótica quando a primeira sombra do medo aparece nos seus olhos, ele está perdido," dizia. Sobre os seus empregadores, o húngaro uma vez declarou: "Durante a primeira temporada, o técnico trabalha calmamente; a segunda é mais difícil; e a terceira é fatal." Parecia levar este seu pensamento muito a sério nunca ficando muito tempo em nenhum clube, normalmente uma ou duas épocas. No SL Benfica, na primeira época venceu o campeonato, na seguinte voltou a vencer o campeonato e ainda foi campeão europeu, na época "fatal" voltou a ser campeão europeu. Este período já excedeu aquilo que para ele era razoável (foi o maior que passou em algum clube), até porque como ele disse "não conseguia treinar 11 comendadores" (referindo-se às honras que os jogadores recebiam), voltou, na altura da renovação, a tentar esticar a corda e pediu mais dinheiro e mais poderes no futebol do SL Benfica. A direcção do SL Benfica não cedeu perante as condições impostas por Guttmann e este saiu (já nem orientou a equipa que venceu a Taça de Portugal nesse ano). 

Na altura da saída disse que nem em 100 anos o SL Benfica voltaria a ser campeão europeu ou um clube português conseguiria ser bi-campeão europeu. Com o passar dos anos e com a perda de finais da TCCE por parte do SL Benfica (três nas 6 épocas seguintes) estas palavras passaram a "maldição". E nem mesmo com Guttmann, no seu regresso ao SL Benfica em 1965/66, esta foi quebrada. Com o passar dos anos, esta maldição parece ter-se alargado a qualquer final europeia do SL Benfica.

Era defensor do futebol atacante, foi um dos percursores do 4-2-4, dizem que foi quem levou esta táctica de jogo para o Brasil (que se veio a sagrar tri-campeão do mundo dessa forma).

Alguns anos depois de ter saído do SL Benfica o jornal A Bola fez uma entrevista imaginária com Béla Guttmann, utilizando frases proferidas por si, da qual destaco as seguintes partes:

"- Por que vectores passou o sucesso do Benfica de Guttmann?
- O segredo do êxito do Benfica não esteve na aplicação de teorias psicológicas mais ou menos ousadas e eficientes mas sim na estruturação da equipa segundo um modelo de jogo colectivo, tanto quanto possível perfeito.
(...)
- Quais os termos exactos da sua famosa maldição, que continua a dar muito que falar... ?
- Nem daqui a cem anos um clube português volta a ganhar duas vezes seguidas a Taça dos Campeões.
Foi difícil ser treinador do Benfica?
- Contra o Benfica, todos valem, ou fazem por valer, o dobro daquilo que efectivamente valem. É uma guerra santa.
- A mística do Benfica é apenas um mito?
- Só quem está lá dentro do Benfica é que pode saber o que é a mística. Eu, antes, já tinha ouvido falar na mística. Mas encolhia os ombros. Não sabia o que era. Francamente, até pensava que não fosse nada, que não passasse de uma simples e vã palavra. Agora, porém, que a conheci, senti e vivi, afirmo-lhe que ela existe. Não há nenhum clube do Mundo que possua mística igual à do Benfica. E é este, afinal, um dos grandes segredos dos seus êxitos e da sua força. 
- Não está a exagerar?
- Não. Tentarei explicar algumas das suas manifestações exteriores mais palpáveis. Veja, por exemplo, a sua massa associativa. Chove? Está frio? Faz calor? Que importa? Nem que o jogo seja no fim do Mundo, entre as neves da serra ou no meio das chamas do Inferno, por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica, atrás da sua equipa. Grande, incomparável, extraordinária massa associativa!
- E os jogadores sentem esse clima?
- Nunca encontrei jogadores que sentissem tanto a camisola como os do Benfica. Mesmo que não sejam tecnicamente famosos, tornam-se futebolistas assombrosos e temíveis. É a mística do Benfica, compreende?
(...)
- Há fórmulas simples no futebol?
- O «passa, repassa e chuta» é indispensável para chegar ao golo. - Só isso? - Marca e desmarca. Se a bola não é nossa, marca; se a bola é nossa, desmarca. Este é o princípio, o princípio fundamental.
- Outro conceito...
- O sistema para os homens e não os homens para o sistema.
(...)
- Considera-se um treinador de ataque?
- Sempre me interessou mais que o ataque fizesse mais golos do que obrigar a defesa a não os sofrer. Não me desgosta nada que o adversário marque três ou quatro golos desde que a minha equipa marque quatro ou cinco...
(...)
- Não abre excepções, é sempre ao ataque?
- As equipas orientadas por mim não costumam jogar à defesa. Os bons resultados conseguem-se jogando ao ataque. Quanto muito tolero que se defenda o resultado se este for favorável e se cifrar na diferença mínima nos últimos dez ou quinze minutos do encontro. Mas só nessa hipótese.
(...)
- A sorte e o azar fazem parte do futebol?
- Não tenhamos dúvidas. Sem sorte não se conseguem bons resultados no futebol. Só com sorte nada se consegue. Essa sorte de que tanto se fala faz parte do futebol, é dele, pertence-lhe, tal são seus os golos, os pontapés de canto ou os penaltys. Não se podem dissociar. 
-E a sorte, como consegue?
- E preciso saber pela lutar pela sorte, ou antes, não nos esquecermos dela em todas as circunstâncias. Quando se está em «dia não» luta-se pela sorte; quando se está em «dia sim» basta aproveitá-la. Compreende senhor? Nada tem nada de complicado."


Foi um dos melhores treinadores da história do SL Benfica, foi que conseguiu os maiores feitos no clube, os seus conceitos marcaram o SL Benfica dos anos 60 e 70, é por isso que merece ser recordado, mais que por uma maldição que não existe. No entanto, mesmo que o SL Benfica ganhe esta final da Liga Europa se pode dizer que a maldição está quebrada, não apenas porque a maldição não existe, também porque se ganhar a competição não será campeão da Europa.

Que amanhã os nossos jogadores sintam a camisola como aqueles que Guttmann encontrou e que a nossa mística esteja bem presente.

sábado, 12 de abril de 2014

Jorge Jesus na Europa


É certo que Jorge Jesus tem vencido poucos títulos para o futebol que as suas equipas no SL Benfica jogam, mas os seus resultados têm colocado o SL Benfica num patamar elevado e estável, como não acontecia há muito.

Os resultados do SL Benfica de Jorge Jesus têm sido insatisfatórios na Liga dos Campeões, também devido às expectativas serem elevadas. Com excepção da sua primeira época, a equipa não tem começado a época com o fulgor que consegue atingir nos meses de Janeiro a Março, onde os seus resultados têm sido melhores e onde a equipa joga o futebol mais vistoso. É nesse período que o SL Benfica costuma jogar as eliminatórias da Liga Europa, ou Liga dos Campeões como aconteceu em 2011/12.

Neste momento o SL Benfica vai em 8 jogos europeus sem perder. A melhor série é do tempo do Eriksson a caminho da final da UEFA de 1983: 10 jogos. Jorge Jesus fez duas vezes 9, a última parada no ano passado em Istambul.

Perdeu-se, contra o Tottenham Hotspur FC, devido ao adormecimento da equipa, a hipótese de igualar a melhor série de vitórias europeias consecutivas: 6 Eriksson 1989/90. Jorge Jesus igualou a sua melhor série.

Com Jorge Jesus, o SL Benfica conseguiu atingir pela primeira vez 5 quartos-de-final europeus consecutivos, a melhor série era de 1991/92 a 1994/95. Esta foi a 28ª presença (47,46% das épocas europeias) do SL Benfica em quartos-de-final europeus. O SL Benfica vai jogar a sua 14ª meia-final europeia (23,73% das épocas europeias), será a 3ª com Jorge Jesus como treinador, o primeiro a consegui-lo no SL Benfica. 

Com Jorge Jesus, o SL Benfica venceu pela primeira vez na Alemanha (e já repetiu), venceu na Holanda 45 anos depois, conseguiu pela primeira vez vencer 4 jogos europeus consecutivos fora (série em decurso).

O SL Benfica é o clube que tem mais vitórias e mais golos marcados na história da Liga Europa, pode parecer fácil por ter participado em 4 das 5 edições, no entanto, por exemplo, o nosso maior rival histórico participou em tantas edições como o SL Benfica, jogando sempre pré-eliminatórias e fases de grupos (onde se apanham equipas mais fracas) e não conseguiu o registo do SL Benfica que entrou 3 vezes na fase a eliminar (onde se apanham as equipas mais fortes). Como o nosso maior rival há mais.

É certo que ninguém teve mais oportunidades que Jorge Jesus para conseguir os números que apresenta, apenas Eriksson, com 39 jogos, tem mais jogos europeus no SL Benfica que Jorge Jesus tem vitórias. No entanto, não seria qualquer treinador a colocar o SL Benfica neste patamar de qualidade. Esperava-se mais na Liga dos Campeões, por vezes não teve a coragem de abordar os jogos com o estilo que lhe trouxe tantas vitórias, mas os valores globais são bons.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mais uma noite fria de futebol

Esta época no estádio do SL Benfica já estamos habituados a pouco público e futebol fraco. A totalidade das assistências esta época na Liga dos Campeões foi de cerca de estádio e meio - já contando com as ofertas de bilhetes -, para isto ajudou o mau futebol que a equipa joga e os preços de bilhetes nada meigos (para depois andarem a oferecer bilhetes, para a vergonha não ser tão grande...). 

Hoje estava tão pouca gente que até consegui ouvir os cânticos dos Diabos Vermelhos, mas quem mais se fez ouvir foram os, também, poucos adeptos do PSG FC. Isto porque os No Name Boys pareceram estar em silêncio de protesto até aos 30 minutos e na segunda parte até aos 80 minutos, cantando durante pouco tempo; na segunda parte os cânticos até me pareceram infelizes:
- "Quem nós somos? Todos querem saber...", duvido que haja muita gente a querer saber quem eles são, estão lá para ajudar e calados pouco fazem pelo SL Benfica;
- e "O Benfica é nosso...", não sei se o SL Benfica ainda é deles/nosso...

Pela terceira vez em quatro épocas, com este treinador, o SL Benfica ficou de fora das dezasseis melhores equipas da Europa. Pela segunda vez consecutiva num grupo acessível. Desta vez saímos derrotados no confronto directo por dois dos nossos adversários, tendo ainda a benesse que apanhar o mais forte já qualificado (e em gestão da equipa) na última jornada, tal como na época anterior. No entanto, o que mais preocupa é a forma como a equipa joga, especialmente a forma como defende. Nunca vi tanto ser perdoado a um treinador do SL Benfica.

Agora vamos para a Liga Europa onde temos mais hipóteses de fazer boa figura - fora dos dezasseis melhores da Europa mais uma vez -, mas é claro que ainda precisamos de melhorar muito, porque não deve haver lá equipas menos poderosas que o FC Arouca, o CF "os Belenenses" e o Gil Vicente FC, que já vieram ao nosso estádio causar grandes problemas...


Para quando a mudança de guarda-redes titular no SL Benfica? Acho que está na altura de preparar isso, é que com o Artur dificilmente ganhamos títulos. No ano passado entregou a Liga e a Taça aos nossos adversários. Claro que há muita gente que diz que ele é bom; até pode ser bom mas para o SL Benfica não chega, alguns golos "indefensáveis" que sofre é em lances onde os outros fazem a diferença a conseguir vitórias. O primeiro golo do FC Arouca foi "indefensável", o golo de hoje também. O Roberto era mau, o Artur não terá uma conotação tão negativa mas para mim foi pior, custou-nos muito mais.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quem ganharia este jogo?





PS1. Não considerei jogadores ainda no ativo para não ferir a susceptibilidade de algumas virgens facilmente ofensáveis!

PS2. Apesar de saber que temos na nossa história jogadores, em qualidade e quantidade, suficientes para fazer mais duas equipas de nível idêntico a estas, não deixa de me irritar não ter conseguido encaixar alguns dos meus ídolos como Espírito Santo, Santana, Cavém, Toni ou Shéu e treinadores como Cosme Damião e Otto Glória.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Jesus e Eriksson – Opostos?

Ao ver o 131º episódio do programa Vitórias e Património, alusivo à vitória do Benfica em Roma, ante a Roma, na época de 1982/83, a contar para a Taça UEFA, que o Benfica haveria de ser finalista, lembrei-me de comparar essa “gloriosa” época que permanece na memória de todos os benfiquistas com a “malfadada” época que há pouco mais de um mês terminou. Não nos esqueçamos que Jesus é visto por muitos como o culpado desta época falhada e Eriksson como um dos melhores treinadores da história do Benfica, senão o melhor. Concordo com a segunda, não concordo com a primeira.

 A equipa de Eriksson para a época 1982/83

Campeonato nacional

1982/83 - Campeão
30 jornadas, 22 vitórias
7 empates (Casa – Setúbal e Rio Ave. Fora – Alcobaça, Boavista, Varzim, Guimarães e Porto)
1 derrota (Fora – Sporting)

2012/13 – 2º classificado
30 jornadas, 24 vitórias
5 empates (Casa – Braga, Porto e Estoril. Fora – Académica e Nacional)
1 derrota (Fora – Porto)

Observações:
Em 1982/83 o Benfica foi campeão com menor aproveitamento de pontos relativamente à época que agora terminou.
Em 1982/83 não havia um sistema de corrupção e tráfico de influências instalado como existe atualmente em favor do porto.
Não me parece que a prestação da última época tenha sido pior do que a de 1982/83, antes pelo contrário, no entanto, não ganhámos o campeonato ao contrário de há 30 anos.

Competições europeias

Taça UEFA 1982/83 - Finalista
1ª ronda – Betis, Esp – (2-1), (2-1)
2ª ronda – Lokeren, Bel – (2-1), (2-0)
3ª ronda – Zurich, Sui – (1-1), (4-0)
¼ final – Roma, Ita – (2-1), (1-1)
½ final – Univ Craiova, Rom – (0-0), (1-1)
Final – Anderlecht, Bel – (0-1), (1-1)

Liga Europa 2012/13 - Finalista
2ª ronda – Leverkusen, Ale – (1-0), (2-1)
3ª ronda – Bordéus, Fra – (1-0), (3-2)
¼ final – Newcastle, Ing – (3-1), (1-1)
½ final – Fenerbahçe, Tur – (0-1), (3-1)
Final – Chelsea, Ing – (1-2)

Observações:
Não estão contabilizados os jogos da Liga dos Campeões 2012/13.
Em ambas as épocas o Benfica ultrapassou adversários muito difíceis em que se destacam Roma e Leverkusen.
Em 1982/83 o Benfica chegou à final com 6 vitórias e 4 empates. Na última época chegou à final com 6 vitórias, 1 empate e uma derrota.
Em 1982/83 a final foi jogada a duas mãos. Na primeira mão perdemos, fora. Na segunda mão começámos a ganhar com um golo de Shéu aos 30 minutos e o adversário empatou aos 38 minutos por Lozano. Precisávamos de marcar 2 golos para vencer a competição.
Na última época estivemos a perder e empatámos o jogo. O golo da vitória foi marcado já em descontos o que impediu o prolongamento.
Acho que posso dizer, sem grande polémica, que as prestações foram idênticas até porque tanto Chelsea como Anderlecht são das melhores equipas da Europa na respetiva época.

Taça de Portugal

1982/83 - Vencedor
2ª ronda (casa) – Campinense (8-1)
3ª ronda (fora) – Atlético (6-0)
4ª ronda (fora) – Paços de Ferreira (5-1)
5ª ronda (fora) – Leixões (2-1)
¼ final (casa) – Sporting (3-0)
½ final (casa) – Portimonense (2-0)
Final – Porto (1-0)

2012/13 - Finalista
3ª ronda (fora) – Freamunde (4-0)
4ª ronda (fora) – Moreirense (2-0)
5ª ronda (casa) – Aves (6-0)
¼ final (fora) – Académica (4-0)
½ final – Paços de ferreira (2-0), (1-1)
Final – Guimarães (1-2)

Observações:
Na caminhada para a final de 1982/83 tivemos uma deslocação difícil a Leixões e eliminámos o campeão em título Sporting. Na final eliminámos o porto. Na época passada tivemos uma deslocação difícil a Paços de Ferreira que foi amenizada pelo facto da eliminatória ser jogada a duas mãos. Não jogámos com Sporting nem Porto (nem Braga).
A Taça de 1982/83 foi uma competição jogada com mais mérito da parte do Benfica do que a da última época, não só por termos vencido como também pelo nível de dificuldade dos adversários.
Será que se na final de 1982/83 o Porto tivesse marcado um golo marcado em fora de jogo, que tivesse sido validado pelo árbitro, teria conseguido vencer a taça? Nunca saberemos!


Conclusão
Se descontarmos os roubos que sofremos e a corrupção instalada atualmente no futebol português, não vejo como se pode dizer que o falhanço no cumprimento dos objetivos para esta época tenha sido responsabilidade do treinador (ou pelo menos só dele), até porque a forma como o Benfica joga não envergonha nenhum de nós e rivaliza com qualquer equipa do nosso passado. Isto, apesar de algum erros próprios que podem ser corrigidos mas que, certamente, também existiram nos anos de Eriksson.
Por razões óbvias, tenho que dizer que um jogo não são jogos. Refiro-me ao triste espetáculo que demos no Jamor este ano que contrastou com tudo o que foi feito durante o resto da época.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Benfica 2012-2013: Época brilhante com um final sádico

Ontem, como provavelmente a maioria dos benfiquistas tive dificuldades em adormecer. Como foi possível uma época brilhante ter um final tão sádico?

Dei por mim a pensar:
No frango do Artur com o Estoril...
Na expulsão do Carlos Martins contra o mesmo Estoril...
Na não defesa do Artur no Dragão no 1º golo...
No golo chouriço do Kelvin aos 92 minutos...
No balão do Ivanovic aos 92 minutos...
Nas assistência do Artur ontem no 1º golo do Guimarães...
Na não defesa do Artur ontem no 2º golo do Guimarães...

Que época brilhante com um final tão sádico!!!!

Estando longe de Portugal, a forma de eu tentar "sentir" o pulso benfiquista é feita através dos blogs e de forum serbenfiquista.

A maioria dos benfiquistas que por ali escrevem merece o Benfica do final da década de 90 e do início deste século. O Benfica que em Dezembro ou Fevereiro já não lutava pelo título na Liga. O Benfica que era eliminado da Europa por um Bastia ou que apanhava 7 do Celta.

A maioria dos benfiquistas exige a cabeça de Jorge Jesus pois consideram esta mais uma época humilhante.
Humilhante? Humilhante???

Humilhante é ficar em 6º lugar.
Humilhante é não nos qualificarmos para as competições europeias.
Humilhante é ser afastado pelos Bastias e Halmstads dessa Europa.

Repito: Esta foi uma época brilhante com um final sádico.

Muitas das criticas que li ao Jorge Jesus foi que tentou controlar o jogo não indo atrás do 2º golo. Ora, o que há uns tempos eu via bastante criticado era o facto de o Jorge Jesus não gerir os jogos, de ir sempre atrás do 2º, do 3º golos. Agora tenta controlar os jogos e é criticado.

Provavelmente, muitos dos que agora criticam Jorge Jesus por não ter conquistado qualquer título esta época são os mesmos que no início da época após as vendas de Javi Garcia e de Axel Witsel afirmaram que em Dezembro ou Fevereiro o Benfica estaria fora da luta do título e que na Europa nem a Fevereiro chegávamos.

Pois bem, Jorge Jesus não devia estar nesta falange de adeptos, pois levou o Benfica a lutar pelo título até à última jornada, onde fez 77 pontos, mais 1 que na época 2009/2010 onde fomos campeões.
Levou o Benfica a uma final da Taça de Portugal onde não chegava há 9 anos.
Levou o Benfica a uma final europeia onde não chegava há 23 anos.

Os benfiquistas em geral, não estão preparados para o sucesso pois não admitem a derrota. Para se estar perto do sucesso também se está perto do insucesso e a maior parte dos benfiquistas exige a vitória apenas por "ser Benfica".

Foram 9 meses excelentes com 1 mês final trágico.

Acredito que estamos mais perto de obter o sucesso. Saibamos retirar as devidas ilações desta época. Saibamos também evitar "reservados" à 27ª Jornada. Saibamos tudo ser um pouco mais humildes e não festejar antes de tempo, jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos. Não se pode esquecer o excelente trabalho trabalho efectuado ao longo de 9 meses por termos tido 2 semanas que deitaram os títulos por terra.

Tal como todos os benfiquistas eu também quero conquistar títulos, mas a maioria parece querer esquecer 15 anos de Benfica (1994 a 2009) onde neste período o Benfica apenas conquistou (1 Liga, 2 Taças de Portugal e 1 Taça da Liga), e quer comparar com o Benfica da década de 60.

É complicado de aguentar este final de época, mas espero que quem comande o Benfica tenha a clarividência para ver o trabalho que foi realizado durante a época, não tomando decisões apenas para agradar aos adeptos.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Ai, Jesus!

Mais uma vez, ao contrário do que parecia indicar a gestão da equipa até há algum tempo atrás, vamos acabar a época com a equipa de rastos. 4 anos em 4, aqui Jesus faz o pleno.

Hoje jogaram como titulares 10 jogadores que jogaram na quinta-feira contra o Fenerbahçe. Notava-se claramente que a equipa estava fatigada, no entanto, o treinador achou por bem fazer apenas duas substituições... No último jogo (quase com o mesmo 11) fez duas substituições, a primeira aos 87 minutos. O Ola John andou a época toda a ser uma das principais opções e depois de não ter jogado contra o Fenerbahçe (por castigo), hoje ficou no banco a ver o Gaitán cansado e desinspirado no seu lugar.

Coitado do Lima que hoje fez um jogo miserável. Coitado do Salvio que tem que jogar sempre.

Lamentável, também, foi a atitude do Carlos Martins (quando até estava a fazer um bom jogo), foi expulso de forma patética e deixou a equipa a jogar desequilibrada. Uma vergonha que lhe devia abrir a porta de saída do Sport Lisboa e Benfica.

Como não podia deixar de ser o Gaitán voltou a ser o Gaitán; joga para fazer toques bonitos sem pensar na utilidade para a equipa, pensa que pode fintar meia equipa adversária perdendo a bola em boas ocasiões de ataque. Falta-lhe atitude e inteligência.

Deixo ainda esta nota, sobre um jogador a quem não quero acusar dos desaires mas, para mostrar o quanto nos podem ter custado os seus erros nesta época. O Artur sofreu 4 frangos esta época, com o Estoril-Praia em casa e fora, com o Nacional fora, com o Porto, esses frangos custaram-nos 3 empates (6 pontos). O suficiente para já sermos campeões. É um jogador que admiro mas foram muitas distracções.

No final do jogo esperava uma valente assobiadela à equipa. Apesar da frustração dos adeptos, a equipa foi aplaudida e os poucos assobios foram abafados pelos muitos aplausos. Parabéns aos adeptos que tiveram a racionalidade de perceber que a culpa não foi de falta de atitude da equipa, mas sim de falta fôlego. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Benfica vs Porto na era Jesus


O Benfica quebrou a tendência auto destrutiva com a chegada de Manuel Vilarinho à presidência e arrepiou caminho para atingir muito do seu potencial com Luís Filipe Vieira. Isto foi conseguido tanto a nível do clube como da equipa de futebol. A terceira “revolução” deu-se com a chegada de Jorge Jesus e com o Benfica a “jogar o dobro”. Quer se goste quer não se goste de Jorge Jesus (confesso que por vezes me irrita!!!), é imperativo admitir que, desde a sua chegada, a tolerância dos benfiquistas para com resultados negativos diminuiu muitíssimo como consequência de expectativas sempre altas. Estas expectativas existem porque o trabalho tem sido muito bem feito ao ponto de nos fazer sonhar que podemos ganhar tudo (e podemos, de facto).

Neste sentido, e porque o Porto tem sido o nosso único rival a nível nacional, é interessante comparar as duas equipas neste período não esquecendo que o Porto vem de duas competições europeias ganhas em 2003 e 2004 sem deixar de apostar, fortíssimo, na composição do seu plantel principal.

Assim, este primeiro quadro reflete o total de conquistas das duas equipas neste período. Como constatado por muitos benfiquistas, o Porto é, claramente, superior em volume de conquistas e é isto que move muitos dos críticos de Jorge Jesus. Tendo o nosso treinador uma mediatização tão forte (por responsabilidade própria), é natural que as críticas aos resultados desvantajosos recaiam, sobretudo, sobre ele.



Neste segundo quadro vemos as competições ganhas por cada clube tendo sido necessário eliminar/derrotar o rival direto. Aqui as conquistas são mais equilibradas o que me permite chegar a duas conclusões:
1ª – O Benfica perde mais com outras equipas, ou seja, é menos consistente ao longo do ano.
2ª – O valor das equipas é comprável e a distribuição de resultados em confrontos diretos é equilibrada.




Para além dos resultados crus e brutos apresentados em cima, tenho algumas considerações a fazer sobre este período no que respeita a estas duas equipas:
  • O Benfica vem de uma situação de caos financeiro, destruição da formação, infraestruturas degradadas e insuficientes, falta de cultura de vitória e desmoralização absoluta dos adeptos. O Porto vem do oposto com inúmeras vitórias nacionais e internacionais que ainda lhe permitiram resultados financeiros excelentes com a venda de jogadores (e treinadores).
  • Só nesta época o Benfica conseguiu ter um plantel suficientemente equilibrado (18 ou mais jogadores) que permita ao treinador estar em todas as competições com igual ambição e sem desgaste acentuado dos jogadores.
  • O elevado nível de corrupção e tráfico de influências é notório em todas as áreas da sociedade portuguesa. O futebol não foge à regra com a direção do Porto no centro do “negócio”. Para se ganhar um campeonato ao Porto é preciso ser muito superior a essa equipa. Em igualdade de competências, o Porto ganha com vários pontos de avanço.
  • Apesar dos três aspetos anteriores serem desvantajosos para o Benfica, a sua grandeza e maior número de apoiantes dá-lhe um potencial superior que, ainda, não está completamente aproveitado. Esse potencial existe não só na vertente financeira (bilhética, quotização, merchandising, direitos TV, etc.) como também na psicológica, em campo.
  • No que respeita à liderança técnica, dos 3 treinadores que o Porto conheceu neste período só André Vilas Boas mostrou estar ao nível de Jorge Jesus. Tanto Jesualdo Ferreira como Vítor Pereira estão claramente abaixo ainda que esta seja um opinião pessoal facilmente desmentível caso o Porto seja campeão este ano.
  • Caso o Benfica vença, no fim desta época, o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Liga Europa, ficará em igualdade com as conquistas do Porto neste período de 4 épocas. Caso vença “apenas” as duas competições nacionais, igualará o Porto no que é mais importante, a vertente nacional. Caso não vença o Campeonato, poder-se-á dizer que Jorge Jesus teve (quase) todas as condições para triunfar e falhou.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A tática do Benfica e o desgaste físico


A propósito da recente moda em programas de TV e blogs (um bom exemplo no Lateral Esquerdo) de se dizer que o Benfica se desgasta em demasia, nomeadamente quando comparado com o Porto, e devido à diferença com que as duas equipas abordam o jogo no que respeita ao preenchimento do centro do meio campo, apraz-me dizer o seguinte:

Em 1º lugar, não me parece que o Vítor Pereira seja um deus da tática e o Porto seja uma espécie de Barcelona sem Messi e Iniesta. Todas as equipas de topo na Europa têm mecanismos bem percebidos e aplicam-nos constantemente e com grande intensidade durante os jogos, daí que seja habitual ouvirmos criticas a jogadores como Balotelli porque, apesar de fabuloso em todos os aspetos individuais, não consegue manter a concentração e acaba por ser menos um em grande parte de cada jogo. O Benfica também o faz e nisso o nosso treinador é realmente fantástico por consegue fazê-lo sem ter necessidade de gastar 30 milhões de euros em 2 laterais, por exemplo!
Em 2º lugar, relativamente à tática utilizada na maioria das vezes pelo Benfica, ando a falar nisto desde que o Ramires se foi embora e levámos recorrentes banhadas táticas nos confrontos com o Porto da era Vilas Boas. De facto, o Porto preenche (muito) melhor os espaços centrais o que lhe permite recuperações de bola mais rápidas. Como consequência há 3 fatores importantes:
  1. Como falado no blog acima e para mim menos importante, é o menor desgaste físico na procura da posse de bola.
  2. Muito mais importante, é o menor desgaste mental/psicológico por passar mais tempo sem posse de bola.
  3. O mais importante de todos, é correr menos riscos defensivos em áreas mais próximas da baliza.
  • Quanto ao 1º, Jorge Jesus tem-no combatido (apenas este ano) com uma boa rotação do plantel. A equipa está muito mais equilibrada, têm jogado muitos jogadores muitos minutos e sem se notar (quase nada) a diferença entre um e outro em cada posição. Isto revela que o jogo também é bem percebido na Luz ainda para mais porque há vários jogadores a fazer (bem em muitos casos) várias posições.
  • Quanto ao 2º aspeto, a melhor forma de o combater é ir ganhando jogos e isso viu-se no jogo contra a Académica. A confiança da equipa é tal que ia dando asneira! Ainda assim, não existe grande desgaste mental, mesmo em situações de perda de bola, e desgaste físico porque existe uma mentalidade ganhadora nos jogadores. Não há nenhuma derrota em competições internas e para a Europa só perdemos com o Barcelona (quase óbvio) e com o Spartak que é o único percalço da época e que, apesar de não estarmos na Champions, acaba, na minha opinião, por ter pouca importância no estado mental dos jogadores.
  • O 3º aspeto é sem dúvida o mais importante porque é claro que o Benfica abre brechas do tamanho de crateras no momento das transições defensivas. É esse o pior aspeto do jogo do Benfica, ou seja, para conseguir desequilibrar ofensivamente abre mais o jogo pelas alas e coloca mais jogadores em posições profundas do terreno. Quando perde a bola é, de facto, obrigado a correr mais mas, principalmente com equipas com valores individuais mais fortes, acaba muitas vezes por não conseguir resolver as situações de perigo antes que cheguem à baliza.
Sou um acérrimo crítico de se entrar em campo com dois pontas de lança e dois extremos puros, nomeadamente, em jogos contra equipas mais fortes no seu conjunto e com bons valores no centro do meio campo. Que o Jorge Jesus o queira fazer contra equipas mais fracas para as pressionar psicologicamente e porque consegue resolver as situações de inferioridade numérica nas transições defensivas com a maior qualidade individual dos seus jogadores, tudo bem por mim, mas que o faça contra o Porto, o Braga ou muitas das equipas contra quem jogamos na Europa, isso já não me agrada. E os resultados estão à vista, os jogos em casa com o Porto e Braga foram miseráveis. O jogo fora com o Braga, menos suicida no que respeita ao preenchimento dos espaços no meio campo, deu numa exibição pouco exuberante mas muito mais segura e a vitória assentou-nos maravilhosamente.