terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Saber contar

O treinador do FC Porto, André Villas Boas, disse recentemente que queria fazer história ao levar o seu clube a tornar-se o primeiro vencedor de 3 edições consecutivas da Taça de Portugal. É mais fácil fazer história quando se inventa a história a fazer. O SL Benfica já venceu 3 edições consecutivas da Taça de Portugal e até já ganhou 4.

É notório que o André Villas Boas tem uma doença crónica, chama-se: Sport Lisboa e Benfica. Depois de ter passado por uma fase em que a sua doença o fazia discursar sobre o SL Benfica em todas as conferências de imprensa, fosse qual fosse o adversário, parece que agora vai passar por uma fase em que não consegue ver o SL Benfica.

Ele que veja no palmarés quem ganhou as 4 edições de 1949 a 1953 e as 3 edições de 1985 a 1987:

Breve estado das modalidades

Andebol
Ainda não jogou este ano. Vem de uma vitória motivadora no Limburgse Handbal Dagen (torneio na Holanda), um troféu que tinha sido conquistado no ano anterior pelo FC Porto, tendo pelo caminho - de 4 vitórias e um empate - que eliminar uma equipa russa (o St. Petersburg HC, equipa que participa na EHF Champions League). A próxima competição que vai disputar é a Supertaça, onde integra o grupo de Sporting CP e FC Porto, a tarefa não parece fácil sobretudo devido ao poder corrupto que domina esta modalidade. A equipa também não tem efectuado exibições consistentes, por vezes, em alturas de maior desacerto, parece faltar pulso vindo do banco.

Basquetebol
Está a passar por um período difícil. Saíram dois jogadores devido a problemas físicos e entrou apenas um que ainda não tem o ritmo de jogo da equipa. A equipa foi eliminada, da Taça de Portugal, em casa pelo Vitória SC, num jogo que após o primeiro período pareceu controlado, durante o segundo período o Henrique Vieira mexeu na equipa - sem poder contar com o Élvis Évora, até o Eky entrou nesta fase do jogo - e começou o descalabro. Nesse período esteve em campo o Mike Williams e mostrou-se sem qualquer ritmo de jogo, até a saída da defesa para o ataque parecia feita a custo. Os lançamentos batiam teimosamente no aro e mesmo não defrontando uma equipa que se mostrasse superior a derrota surgiu de forma inevitável e desastrada. No jogo seguinte, contra o penúltimo da Liga (o Illiabum C), a equipa voltou a perder. É necessário efectuar contratações, não sei se será possível, mas são essenciais para tentar alcançar as boas prestações das últimas épocas.

Futsal
Começou o ano a golear e a isolar-se na liderança do campeonato. No jogo contra o Vitória dos Olivais - sem poder contar com César Paulo e Diece -, o Paulo Fernandes deu oportunidades aos jogadores mais jovens da equipa, Anilton (2 golos e 2 assistências) e Teka (2 golos e 1 assistência). Tendo o Anilton entrado ainda com o resultado em 2-0, nota-se que o treinador tem confiança nestes jovens que parecem ter futuro na equipa. Esta semana soubesse que o SL Benfica vai participar na Taça Intercontinental, contra o actual campeão, Interviù FS, uma equipa brasileira, provavelmente o actual campeão brasileiro e sul-americano AD Jaraguá (mais conhecido pelo nome do patrocinador Malwee) e Foolad Mahan do Irão, o campeão asitático. Será mais uma competição de alto nível e dificuldade elevada, no entanto, é possível esperar uma boa participação, uma vez que o Interviù já não é o monstro que encalhava o SL Benfica, numa competição anterior já derrotámos o campeão brasileiro da altura (A Carlos Barbosa F) por 6-1 e o AD Jaraguá deixou de contar com o temível Falcão. Esta competição está agendada para Março e deverá ser disputada em Madrid. A equipa está em muitas frentes, é muito forte e não acredito que a época termine sem títulos.

Hóquei em Patins
A equipa é mais forte que a dos últimos anos, existem 9 jogadores de campo com qualidade para disputar a titularidade. Existe um projecto para a equipa, que se inicia nas camadas jovens e que poderá lançar o SL Benfica em novos tempos de glória. Creio que será com este treinador (Luís Sénica) que o Hóquei em Patins do SL Benfica quebrará a hegemonia corrupta na modalidade. Será difícil combater as forças do mal mas a equipa tem-se mostrado confiante e tem goleado, se conseguir manter este ritmo é a principal candidata à vitória no campeonato. É ainda uma das favoritas a vencer a Taça CERS, tem, no entanto, uma tarefa difícil já nos oitavos-de-final contra o Amatori Sporting Lodi.

Râguebi
A equipa terminou a primeira fase do campeonato na sexta posição, numa época em que se esperava mais e os objectivos apontavam mesmo para a disputa de um lugar nas meias-finais. Resta lutar, na próxima fase, por ultrapassar a Académica, já que é impensável que seja derrotada no jogo de luta pela manutenção. Há ainda a Taça de Portugal onde quem sabe com uma surpresa, como a que foi conseguida ao ganhar ao CF "os Belenenses", possa fazer boa figura. Esta época ficou marcada pela polémica em alguns jogos, o que desmotivou a equipa quando estava em recuperação de um mau início de época.

Voleibol
Está num momento forte. A equipa benfiquista terminou o ano a vencer mais uma vez - depois do feito de 2004 - o Almelo Volleyball Classic na Holanda, derrotando equipas com mais experiência internacional. Segue isolada na liderança, mas o campeonato é equilibrado e, ridiculamente, os pontos alcançados nesta fase não têm qualquer valor para a próxima fase, onde os seis primeiros se voltam a defrontar partindo do zero. Portanto, importa estar assim (tão bem) na próxima fase e há que ter em atenção o SC Espinho que se reforçou bem no mercado de inverno. Parece-me que é realmente a equipa com mais qualidade do campeonato, os reforços do início de época colocaram a equipa num patamar superior ao ano passado (em que foi finalista do campeonato e da Taça de Portugal).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Justiça e Vergonha

Justiça:

José Mourinho foi hoje premiado com a Bola de Ouro para Treinadores que o consagra como o melhor treinador do mundo em 2010. Prémio justo, após conquistar Liga dos Campeões, Campeonato de Itália e Taça de Itália.


Vergonha:

Messi premiado como melhor jogador do mundo em 2010.

Sneijder que ficou fora do Top 3 venceu a Liga dos Campeões, Campeonato de Itália, Taça de Itália e chegou à final do Mundial tendo marcado 5 golos na competição.

Xavi e Iniesta que ficaram em 2º e 3º, venceram o Campeonato do Mundo e a Liga Espanhola.

Mas o vencedor é Messi, que venceu a Liga Espanhola e foi eliminado nos quartos de final do Mundial com 0 golos marcados.

É óbvio que Messi é um dos 3 melhores do mundo. Diria até que Messi e Ronaldo são os 2 melhores do Mundo actualmente. Mas em 2010 nenhum dos 2 foi o melhor.

Para mim, o melhor de 2010 foi Wesley Sneijder. Mas do Top 3 que a FIFA Escolheu Messi seria sempre 3º, nunca 1º.

Este prémio, para mim, perde muita credibilidade.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nuno Gomes

Quando Nuno Gomes era titular do Benfica era muitas vezes assobiado e pedia-se que saísse do 11 inicial, quando ele era claramente o melhor avançado do plantel.

Agora que temos jogadores melhores que ele e já não joga tanto, exige-se a sua maior utilização, chegando ao ponto de criticar Jorge Jesus por isso.

Engraçado que o ano passado também teve pouca utilização, mas ninguém se lembrava do Nuno Gomes.

Nuno Gomes foi um grande profissional do Benfica onde passou um total de 12 épocas no plantel, com um interregno de 2 anos na Fiorentina, mas o seu tempo passou e o Benfica não é a Santa Casa da Misericórdia onde quem tem mais anos de clube tem direito de jogar.

Esta época será certamente a última como jogador do Benfica. Seguirá o seu caminho, no Benfica (não como jogador) ou fora dele.

Como nunca percebi os assobios ao Nuno Gomes, ou a qualquer jogador do Benfica, também não percebo essa exigência para que Jorge Jesus dê mais tempo de jogo ao Nuno Gomes.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Até o Mascarenhas!"

O SL Benfica conseguiu, em basquetebol contra a A Académica de Coimbra - equipa que vinha de uma vitória sobre o FC Porto/Ferpinta -, uma vitória mais fácil que o esperado. Foi um jogo em que a Académica não teve muita sorte nos lançamentos e para o SL Benfica a bola pingava e caía no cesto. Isto permitiu que o SL Benfica se distanciasse cedo.   

94 - 76 A Académica de Coimbra  
(24-15, 21-15, 27-21, 22-25)   

Notou-se que o SL Benfica é uma equipa com mais opções, usou 10 jogadores - se bem que o Ekjersey Viana quase não conta, foi utilizado durante pouco mais de 1 minuto, que representa talvez mais que a sua qualidade - contra 7 utilizados por parte da Académica.

Para além de ter ganho a luta das tabelas com 29 ressaltos contra 19, ontem foi dia de triplos, ao contrário do que tem vindo a ser habitual. A equipa do SL Benfica teve um aproveitamento de 60%, 12 em 20, enquanto nos 8 jogos da FIBA EuroChallenge o aproveitamento é de 30,2%, com média de 5,3 triplos por jogo. Tendo 5 jogadores pontuado dessa forma: Sérgio Ramos (2/5), Ben Reed (4/7), Miguel Minhava (2/3), Diogo Carreira (3/3) e Rodrigo Mascarenhas (1/1). Após tanto acerto, houve uma altura que ao ver o Rodrigo Mascarenhas tentar o triplo exclamei "Até o Mascarenhas!", e entrou.


Destaco, como já é habitual, o bom desempenho de Heshimu Evans, foi o MVP do jogo com 18 pontos, 9 ressaltos e 4 assistências. Também Ben Reed se destacou com 16 pontos, 4 ressaltos e 6 assistências. Realço ainda a boa exibição de Diogo Carreira, nos 15 minutos que esteve em campo mostrou que o Benfica tem alternativa para o Miguel Minhava - recordo que o Diogo Carreira recuperou recentemente de uma lesão -, esteve com a mão especialmente quente nos lançamentos triplos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Equipa de basquetebol reforçada

O SL Benfica contratou para a sua equipa de basquetebol o extremo-poste norte americano Mike Williams, tem 29 anos e mede 2,03 metros. Vem da Liga LEB oro (2ª liga espanhola) e já representou o Lusitânia (na época 2006/07), vencendo aí a Taça da Liga como MVP da final contra o SL Benfica. Formou-se na Universidade de Western Michigan, onde jogou com Ben Reed.




Esta entrada vem colmatar a vaga deixada pela saída de Francisco Jordão, que viu o seu contrato com o SL Benfica terminado por motivos de saúde. Contudo, o jogador veio hoje desmentir que tenha acabado a carreira e não considera o seu contrato com o SL Benfica terminado, estando em observação médica para o problema que, aparentemente, lhe pode terminar a carreira - esta divergência parece-me provir de uma precipitação ou aproveitamento da situação por parte do clube. Este jogador não era determinante na equipa, com ou sem Francisco Jordão o SL Benfica necessitava de se reforçar. Creio que o SL Benfica contratou para a posição certa devido a esta saída inesperada, falta, no entanto, mais um jogador, pois o plantel parece ser curto para todas as competições em que a equipa participa.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Carlos Mozer


A Naval contratou Carlos Mozer para treinador. Provavelmente porque nenhum treinador afecto ao Porto quis pegar num clube que está em último e a 8 pontos da permanência, tendo conquistado apenas 5 pontos em 14 jogos.


O Benfica deveria aproveitar esta contratação para colocar 2/3 jogadores na Naval, mas não jogadores para "encher chouriço", mas sim jogadores que entrem de caras no 11 titular da Naval.


Emprestar Fábio Faria ou Roderick, Luís Filipe e Filipe Menezes penso que seria uma boa opção.

Caso Menezes seja emprestado ao Marítimo, como se fala na comunicação social, ir buscar Miguel Rosa ao Belenenses e colocá-lo na Naval seria uma opção a ter em conta.

Tirar Jan Oblak do Beira-Mar, onde não joga e colocá-lo na Naval para jogar também seria de analisar.

Aproveitar estas situações (contratação de Mozer pela Naval, conflito Marítimo-Porto) é uma forma de criar relações com estes clubes de forma a colocar jogadores emprestados e também treinadores dispostos a apostar nos jogadores emprestados pelo Benfica.

Tal como acontece, actualmente no Paços de Ferreira, com o treinador Rui Vitória (ex treinador de Juniores do Benfica) que tem apostado em Nelson Oliveira e David Simão.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010 - TOP 3 Momentos Modalidades

3º - Bi-Campeonato em Basquetebol




2º - Supertaça de Hóquei em Patins




1º Campeões europeus de Futsal



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Hoje estou contente...

O SL Benfica debitou-me as cotas do próximo ano! Vou entrar em 2011 com o ano regularizado. Tenho a minha cidadania em dia.

A equipa de voleibol qualificou-se para a final de um torneio na Holanda.
A equipa de andebol está a jogar a final de um torneio na Holanda.
Contratámos mais uma esperança mundial para o hóquei em patins.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quem substitui o Cordell?

O SL Benfica e o jogador de basquetebol Cordell Henry rescidiram o contrato a que se tinham comprometido no início desta época. A razão, como bem indicam as qualidades e as exibições, não se deve a motivos de ordem técnica mas devido à frágil condição física que o jogador apresentava, apesar de ter apenas 29 anos. 

Se já me parecia que o plantel estava curto, com esta saída, obviamente, a situação piorou. É necessário procurar no mercado jogadores para reforçar a equipa, e espero que isto já tenha vindo a ser pensado desde o início da época, pois a equipa continua na FIBA EuroChallenge, que recomeça em menos de um mês. É natural que já estivessem alguns jogadores sob observação para a entrada nesta fase da época. Com a continuação na FIBA EuroChallenge a equipa vai disputar durante esta época pelo menos 14 jogos europeus, mais três na Supertaça Portugal-Angola (em que também participa o FC Porto/Ferpinta), ou seja, a época internacional do SL Benfica representa cerca de meia época nacional. É natural que o desgaste se faça sentir mais cedo na nossa equipa que nas restantes e há que ter em atenção que este ano a equipa da Ferpinta está mais forte que nas épocas anteriores.

Apesar desta saída, não creio que o principal problema da equipa esteja na aquisição de um point guard como o Cordell Henry, para essa posição temos o Miguel Minhava (o titular da equipa) e o Diogo Carreira (que recuperou recentemente de uma lesão), contando também, se necessário, com o António Tavares (a subir claramente de forma) e o Ben Reed, que têm actuado como shooting guards. Se é verdade que nesta fase da época o António Tavares se tem revelado um lançador importante, também é verdade que esta época nos falta um center que desempenhe essa função como o fazia em épocas anteriores o João Santos (este ano a jogar na equipa da Ferpinta). Necessitamos claramente de um lançador de alto nível. Se essa contratação me parece fundamental para o bom desempenho da equipa no restante da temporada, também me parece que não deve ser a única a ser efectuada, com a sobrecarga de jogos torna-se necessário adquirir mais um jogador para aliviar a carga de esforço sobre o resto da equipa.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

No sábado fui ao hóquei

Depois do jogo de futebol contra o Rio Ave FC e ainda a boas horas, fui assistir ao jogo de hóquei em patins entre o SL Benfica e o Sporting C de Tomar (clube que considero ter muito mau gosto: o símbolo é um leão, equipa de riscas horizontais verdes e brancas e chama-se Sporting; conjugação infeliz. Parecia que estavam mesmo a pedir uma goleada). 

Já não ia assistir a um jogo de hóquei desde o único que não ganhámos neste campeonato, tinha ido assistir a um jogo dominado por poderes estranhos. Nesse dia senti, mais uma vez, que o hóquei em patins em Portugal estava a morrer. Está, e não é de agora. Num campeonato dominado pelos corruptos, sinto um prazer especial por ver a equipa do SL Benfica na liderança, sei que haverá jogos que não nos deixarão ganhar, mas espero que a equipa não perca a sua organização e concentração como parece acontecer nesses jogos.

A equipa do Sporting C de Tomar - equipa que estava a fazer um bom campeonato - não foi um adversário que colocasse muitas dificuldades ao SL Benfica, apesar de algumas (poucas) boas defesas dos guarda-redes do SL Benfica os nabantinos foram quase inofensivos no ataque. No final da primeira parte com um jogador a mais - devido a um estranho cartão azul a castigar o Caio, depois deste ter sido assistido pela equipa médica - os verde e brancos permitiram que os três jogadores de campo do SL Benfica tivessem a posse de bola durante quase a totalidade dos dois minutos. Não foi portanto uma equipa que testasse realmente a capacidade da equipa benfiquista.

Pela primeira vez consegui apreciar positivamente o jogo de Cacau, esteve muito bem na procura dos espaços e a rematar muito oportunamente. Num momento em que eu pensava como um jogador da qualidade do Diogo Rafael nasceu fora de época, pois joga numa altura em que o hóquei em patins não tem o brilho que já teve, e como ele me parece ser um jogador que ultimamente joga abaixo das suas capacidades, talvez devido a alguma desmotivação, marcou um golo que demonstra a razão pela qual o gostaria de ver jogar no SL Benfica dos anos 90. Mas eu não saio satisfeito de um jogo de hóquei em patins do SL Benfica se não vir, seja qual for o resultado, o Ricardo Pereira marcar pelo menos um golo, marcou dois; saí satisfeito. Ele merece marcar sempre, tem qualidades que todos os jogadores de todas as modalidades do SL Benfica deveriam ter, acima de tudo a que mais aprecio é a da entrega ao jogo. Neste jogo não apreciei sobretudo algumas quedas despropositadas do Luís Viana.

O jogo acabou com o resultado que eu gostava que acabassem todos os jogos do SL Benfica: 11-0. É um resultado que gosto muito. 

Titulares: Ricardo Silva (gr); Valter Neves (capitão); João Rodrigues; Luís Viana e Ricardo Pereira.
Suplentes utilizados: Cacau; Caio; Diogo Rafael; Tiago Rafael e Pedro Henriques (gr).
Treinador: Luís Sénica.
Marcadores: Luís Viana (3, 2 gp); Diogo Rafael (2); Ricardo Pereira (2); Cacau (2, 1 livre directo); Tiago Rafael e Caio.

Gostei de ver que afinal os Diabos Vermelhos ainda não foram extintos e deslocaram-se bastantes para assistir a este jogo - bem programado no horário, aproveitando adeptos que se deslocaram para o futebol -, apesar de se notar que a maioria seriam pára-quedistas em relação ao hóquei em patins (estando até por momentos a saltar de costas voltadas para o jogo, algo que parece ficar muito bem nas claques!!), apoiaram bem a equipa e diga-se que mereceram o resultado. (E o Luís Viana aproveitou bem a sua presença para tentar criar empatia entre a claque e a equipa, espicaçou-os e aplaudiu-os.)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

SL Benfica na 2ª fase da FIBA EuroChallenge


A equipa de basquetebol do SL Benfica qualificou-se hoje para a segunda fase da FIBA EuroChallenge. Depois de uma viagem desgastante até à Estónia e de dois dias sem treinar, o SL Benfica defrontou o Tartu Rock na última jornada da primeira fase da FIBA EuroChallenge. Os campeões nacionais tiveram um excelente início de jogo liderando após o 1º período por 14 pontos, mas acabou a 1ª parte com uma vantagem de apenas 6 pontos. Ao intervalo já se sabia que a equipa estava apurada, pois o outro jogo do grupo começou uma hora mais cedo. Na segunda parte, em descompressão e cansada, a equipa do SL Benfica não conseguiu fazer frente à equipa da casa perdendo por 16 pontos, o melhor resultado fora de casa nesta fase. O melhor marcador por parte do SL Benfica foi Heshimu Evans com 15 pontos (conseguiu também 6 ressaltos).


Tartu Rock 80 - 64 SL Benfica
(17-31; 17-9; 23-11; 23-13)

Ao contrário do que li na imprensa desportiva, o SL Benfica não se qualificou devido à derrota do Lugano na Bulgária contra o Lukoil, qualificou-se porque venceu os três jogos em casa, ou seja foi a única equipa que conseguiu derrotar o Lukoil - a equipa mais forte do grupo.

Classificação do Grupo C (8 grupos)
1. Lukoil Academic 5 vitórias
2. SL Benfica 3 vitórias
3. Lugano Basket 2 vitórias
4. Tartu Rock 2 vitórias

Na segunda fase, onde os dois primeiros dos 4 grupos se apuram para os quartos de final, o SL Benfica vai defrontar as seguintes equipas no Grupo K: Gravelines Dunkerque (França), Ventspils (Letónia) e Norrköping Dolphins (Suécia). O sorteio foi realizado antes do início da 1ª fase - já determinado previamente pelo modelo da competição - e a classificação do SL Benfica no Grupo C é que determinou a sua inclusão no Grupo K. Como era esperado a tarefa do SL Benfica não se prevê fácil, espero, no entanto, bons resultados em casa contra a equipa francesa e a equipa sueca.

O treinador, Henrique Vieira, disse ao site da FIBA Europe que o objectivo nesta primeira fase tinha sido ganhar todos os jogos em casa e tentar ganhar algum fora, sendo que na próxima fase o objectivo se mantém.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Avaliação em termos individuais: Benfica x Olhanense


Melhor jogador:

Luisão (5): Num jogou onde as peças do xadrez montado por Jorge Jesus por vezes revelaram alguma displicência em termos de intensidade de abordagem do jogo, o central canarinho pautou-se pela regularidade nas suas intervenções, revelando grande intencionalidade na altura do passe e esclarecimento no posicionamento.

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Notas:

Roberto (4): Noite pouco ocupada na Luz, ocupou-se mais em transmitir serenidade à equipa, não fraquejando quando foi chamado para duas ou três intervenções de grau de dificuldade mais elevado.

Fábio Coentrão (4): Atravessa um momento de maior cansaço físico, ao que as condições do terreno não ajudam. Derivado a estes condicionalismos, a sua grande disponibilidade física apresenta-se diminuida, sem que no entanto tenha deixado de apostar no um-contra-um. Nem sempre foi feliz, mas mostrou à massa adepta o seu esforço em prol do colectivo.

Maxi Pereira (4): Regular como poucos, mostra estar a construir um bom entendimento com Ruben Amorim. Não comprometeu, numa noite de menor fulgor atacante.

David Luiz (4): Algumas intermitências defensivas, prontamente sacudidas pelo colega Luisão, e que tentou compensar jogando no risco. Foi amarelado e serenou, auxiliando a equipa a consumir os minutos que faltavam.

Javi Garcia (4): Outro caso revelador de abaixamento de índices atléticos, especialmente notados numa posição que exige grande postura física. Tentou não complicar lances para os quais não apresentava pulmão, apostando no entendimento com as linhas mais recuadas e contando com o precioso auxílio de Aimar e Carlos Martins, que se encarregaram das transições defesa-ataque.

Aimar (5): Jogo de grande entrega do pequeno mágico alvi-celeste, mostrando grande garra nos momentos de maior envolvimento defensivo, jogando e fazendo jogar. Baixou de rendimento com o passar dos minutos, sendo substituido para a ovação da noite.

Nico Gaitán (4): Passou algo despercebido pela Luz, fruto da sua tendência para não recuar demasiado no terreno; quando teve a bola procurou desiquilíbrios com Fábio Coentrão ou flectindo para o centro do terreno, mas a grande densidade de jogadores do Olhanense não lhe permitiram construir muitos lances.

Ruben Amorim (5): Continua a mostrar a Jorge Jesus que tinha razão na sua aposta para a titularidade, servindo-se da sua polivalência para encetar compensações com Maxi Pereira, auxiliar Javi Garcia em momentos de maior aperto e soltar o esférico para o sector atacante.

Cardozo (4): Sempre esforçado, sem que no entanto essa vontade se efectivasse a nível de conquista de lances ofensivos. Procurou o direito de ser feliz, tendo sido recompensado por Moretto aquando do lance do primeiro golo.

Saviola (4): Ainda longe do fulgor da época passada, fez um jogo de sacrifício, tentando jogar para o entendimento do colega paraguaio e optando em muitas ocasiões por guardar a bola em busca de uma maior acumulação de poder de fogo na área adversária. Marcou um golo oportuno, como é seu estilo.

Carlos Martins (3): Rendeu o menos eficaz Gaitán ao intervalo. Esteve algo indeciso sobre o seu posicionamento em campo, oscilando entre arrancadas na zona central, a sua área de actuação de eleição, e o auxílio às laterais em progressão apoiada.

Sálvio (3): Esteve menos de meia-hora em campo, mas continua a mostrar ao Mister Jesus argumentos para agarrar o lugar, com a sua abordagem ao jogo, plena do binómio intensidade/intencionalidade.

Jara (3): Cinco minutos em campo ainda serviram para sujar os calções em acções de apoio defensivo.

Moreira (2): Leitura correcta das horas, gritando-as para dentro de campo sempre que a sua interpretação do jogo no plano técnico-tático a tal obrigava.

César Peixoto (2): Retomou com tranquilidade as suas funções na época passada, apoiando Fábio Coentrão sempre que este passava a correr.

Sidnei (2): Algo desconcentrado, mas sem comprometer o aquecimento dos colegas.

Kardec (2): Muito rápido nas basculações balneário/banco, levou de vencida vários defesas do Olhanense ao soar do apito do intervalo, mas estava aparentemente em posição de fora de jogo.

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Árbitro

Marco Ferreira (1): Prejudicou o espectáculo ao exibir uma elevada dualidade de critérios: aos 65 minutos, na substituição de Aimar, sancionou Sálvio com cartão amarelo por entrar em campo antes que o argentino abandonasse o terreno de jogo --- cortando assim um lance de claríssima superioridade numérica. Mas volvidos apenas quatro minutos falhou ao não assinalar uma grande penalidade e correspondente exibição do cartão vermelho directo ao avançado do Olhanense Adílson, quando este tocou intencionalmente a bola com o braço, bem dentro da área de rigor de Roberto --- isto embora beneficiasse de grande visibilidade sobre o lance.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Prognóstico Benfica x Olhanense

O jogo da jornada pautou-se pela regularidade exibicional do Benfica: pouco explanou o que sabe e pode fazer no decorrer da partida, com a bola poucas vezes à flor da relva e efectivamente a queimar os intervenientes encarnados no espectáculo. Os baixos índices de produtividade atacante e a falta de acutilância no meio campo foram fruto da ausência de bons movimentos atacantes a rasgar as costas do adversário, juntamente com linhas demasiado estáticas em termos de pressão alta e basculamentos lateralizantes.

Num jogo atípico, era o Olhanense que colocava em sentido a zona intermédia do campeão nacional, apostando em passes rápidos ao primeiro toque e no fantasismo de alguns dos seus intérpretes, enquanto que o meio campo encarnado tardava em atacar a bola e a linha avançada se mantinha estática, à espera de ocasiões que não surgiam sem o envolvimento de todo o grupo de trabalho. Coube então à defesa do Benfica por ordem na casa, varrendo as jogadas que se amontoavam na sua zona de acção --- iniciativas atacantes sempre incómodas para uma equipa actualmente sobre brasas, embora pouco dotadas de índices de eficácia e sem apresentarem oportunidades claras de visar as redes defendidas por Roberto.

Assim, foi apenas devido à forte união do grupo e à capacidade de sofrimento dos adeptos que se deslocaram em noite chuvosa ao bastião da Luz que a equipa da casa levou de vencida o Olhanense, derivado ao nervosismo do guardião do último reduto algarvio no lance do primeiro golo. Aos 42 minutos, o ex-benfiquista Moretto, claramente incendiado pela presença num estádio onde nunca conseguiu dar expressão ao seu futebol, fez aquilo que o Mister Jesus exigiu do espanhol Roberto: deu pontos ao clube da águia. Ao defender frouxamente um remate de cabeça de Óscar "Tacuara" Cardozo, penteando o esférico pelas orelhas, ofereceu um golo fácil ao melhor marcador do campeonato transacto. Da análise do lance verifica-se a possibilidade da bola ter ganho velocidade ao embater no piso molhado, mas tal não serve de atenuante num lance em que Moretto pode fazer muito melhor.

Repetindo a receita do jogo anterior em casa, o Benfica aproveitou o erro do adversário para na segunda parte estabilizar as suas transições defesa-ataque e apostar numa circulação de bola em contenção, com o objectivo de desestabilizar o adversário e obrigá-lo a abrir linhas na demanda do esférico. Mas a equipa do Olhanense manteve-se uma formação coesa, não correndo demasiado atrás da bola, receosa das desmarcações nas costas que Aimar e Carlos Martins tentavam gizar sempre que alguma jogada mais à queima não beneficiava a equipa em desvantagem no marcador.

Efectivamente, a posse de bola manteve-se do lado da formação da Luz, que no entanto teimava em não dar maior expressão ao marcador, aumentando os índices de nervosismo dos espectadores menos pacientes: vários foram os lances de perigo relativo junto da área rubrinegra, com Ruben Amorim e Carlos Martins a montarem o remate aos 53 e 60 minutos. Menos de dez minutos volvidos, seriam os seus colegas de profissão David Luiz, Cardoso e Saviola a decidirem-se pela baliza, sem no entanto conseguirem concretizar o tento que mataria o desafio.

Com as condições climatéricas em termos de chuva a ameaçarem piorar, entrou-se no último quarto de hora numa toada parada-resposta, com vários lances de algum perigo de parte a parte: a referida ineficácia concretizadora encarnada parecia prenunciar um golo fortuito do Olhanense, dando expressão à expressão popular "Quem não exibe elevados índices de concretização na área de rigor em termos de finalização termina por sofrer". Mas a sorte mais uma vez sorriu ao Benfica, que sempre foi levando a água ao seu moinho, perante um crescente desagregar da postura ordenada dos homens comandados por Daúto Faquirá.

O técnico algarvio bem tentou agitar as águas e transmitir para o campo novo ímpeto atacante, esgotando em dez minutos as substituições quando ainda não tinha sido cruzada a barreira dos oitenta minutos de jogo. Mas as suas instruções não foram correctamente assimiladas pelos atletas ao seu comando, que insistiam em lances com pouca ligação entre sectores --- isto contra um Benfica mais seguro com o aproximar da hora, que se deslocava em bloco para fechar as linhas de penetração e rechaçava uma ou outra iniciativa de cariz individual.

Com a ténue reacção dos lados de Olhão a esgotar-se e o relógio a correr para o final da partida, foi com alguma naturalidade que os adeptos da casa poderam serenar, graças ao tento oportuno de Saviola: o argentino soube prever a trajectória da bola e posicionar-se de modo a endossar o esférico para o fundo das redes de Moretto, graças a um mau alívio após marcação de pontapé de canto.

Pouco depois terminava o jogo, constituindo mais um elemento à disposição de Jorge Jesus que, embalado por um resultado que poderia ter sido outro, pôde assim tirar ilações sobre a falta de confiança dos profissionais ao seu dispor.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

SL Benfica no Ermasport Volleyball Classic

A equipa sénior de voleibol do SL Benfica vai participar no torneio de final de ano Ermasport Volleyball Classic, em Almelo na Holanda. É um torneio de prestígio na região, vai realizar a sua 20ª edição, e no qual as equipas portuguesas têm participado regularmente. É a segunda vez que o SL Benfica participa, a primeira aconteceu em 2004, numa época em que o SL Benfica venceu a competição e também o seu último campeonato nacional. Este torneio pode ser um bom teste para as capacidades da equipa a competir com outras equipas europeias, de modo a preparar uma futura participação nas competições europeias de voleibol. Na época após a primeira participação do SL Benfica no Volleyball Classic a equipa participou nas competições europeias (Top Teams Cup) e alcançou os quartos de final. Tal como aconteceu com a equipa de basquetebol, o SL Benfica apostou primeiro na consolidação da equipa a nível interno para depois participar em melhores condições nas competições europeias. E neste momento parece-me que temos a melhor equipa do voleibol nacional.

As outras equipas participantes no torneio são:
Draisma Dynamo - vencedor da dobradinha na Holanda, tem muita experiência europeia e ganhou a Top Teams Cup em 2003, este ano participa na Taça Challenge (terceira competição europeia);
Rivium Rotterdam - outra equipa de topo na Holanda, vencedora do torneio em 2008;
Unicaja Almeria - uma das grandes equipas de Espanha, vencedora do torneio em 2009, participante na última edição da Liga dos Campeões e na actual Taça CEV (ex-Top Teams Cup, segunda competição europeia);
Amriswil Volley - vencedor da dobradinha na Suíça, finalista do último Volleyball Classic, participa na Taça CEV;
Euphony Asse-Lennik - esta equipa belga é presença recorrente no torneio, vai para a sua 16ª particição, participa também na Taça CEV.

Creio que estas equipas serão uma boa preparação para um SL Benfica europeu, o voleibol nacional está ao nível do espanhol, no entanto estes têm mais experiência em competições internacionais, as restantes equipas também têm muita experiência internacional, arrisco dizer que apenas o voleibol belga apresenta um nível superior ao nosso (no que a clubes diz respeito) mas através de duas outras equipas que disputam a Liga dos Campeões.

Participações portuguesas:
1998 GC Castêlo da Maia - vencedor
2000 Esmoriz GC - quarto
2004 SL Benfica - vencedor
2005 Esmoriz GC - terceiro
2007 SC Espinho - vencedor
2009 SC Espinho - terceiro

Calendário de jogos:

28/12/2010
09h30m Grupo A SL Benfica - Draisma Dynamo
11h00m Grupo B Unicaja Almeria - Rivium Rotterdam
12h30m Grupo A Draisma Dynamo - Volley Amriswil
14h00m Grupo B Rivium Rotterdam - Euphony Asse-Lennik
15h30m Grupo A SL Benfica - Volley Amriswil
17h00m Grupo B Unicaja Almeria - Euphony Asse-Lennik

29/12/2010
09h30m Jogo 1 3º Grupo A - 2º Grupo B
11h00m Jogo 2 2º Grupo A - 3º Grupo B
17h00m Jogo 3 Vencedor Grupo A - Vencedor Jogo 1
19h00m Jogo 4 Vencedor Grupo B - Vencedor Jogo 2

30/12/2010
10h00m 5.º/6.º Vencido Jogo 1 - Vencido Jogo 2
12h00m 3.º/4.º Vencido Jogo 3 - Vencido Jogo 4
18h00m Final Vencedor Jogo 3 - Vencedor Jogo 4