terça-feira, 19 de maio de 2015

Lendas e Narrativas

Findo o campeonato e conquistado mais um título para o Glorioso, é tempo de preparar a final da Taça da Liga, que nos permitirá atingir isolado o maior número de títulos (reconhecidos pela FIFA) obtidos por um clube português.

Mas não sendo só de glórias nacionais feito este palmarés, interessa também analisar um mito que surgiu algures durante esta época — mesmo se oriundo dos adeptos do F.C. Porto, o principal rival do nosso Benfica.

Falo, portanto, da "narrativa" mais em voga entre as hostes portistas, e que simultaneamente minimiza as conquistas nacionais do Benfica e relativiza os fracassos internos do Porto, clamando por uma clara distinção entre os dois clubes a nível europeu. Naturalmente, esta interpretação ajuda à desculpabilização de tudo em torno do Apito Dourado, anos em que o Porto se consagrou na Europa.

Mas e depois? Depois da vitória nortista na Liga dos Campeões de 2003-04 seguiram-se, vamos lá a ver... dez temporadas, é isso. E o que aconteceu nessas dez temporadas que suporte a tal superioridade europeia tão propalada entre os adeptos azuis?

Para analisar a questão adianto a tabela abaixo, onde são apresentados os melhores resultados europeus do Benfica e Porto desde então: note-se que não discrimino entre acesso à Liga Europa por eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões ou por não qualificação para esta última (que, por sua vez, se pode dever a a eliminação na fase anterior ou não obtenção do lugar necessário no campeonato nacional).

Ano
S. L. Benfica
F. C. Porto
2004
EL 16: 1-3 CSKA
8: 2-4 Inter
2005
4: 0-2 Barcelona
G: 4º
2006
EL 4: 2-3 Espanyol
8: 2-3 Chelsea
2007
EL 8: 1-3 Getafe
8: 1-1 Schalke 04
2008
EL G: 5º
4: 2-3 M. United
2009
EL 4: 3-5 Liverpool
8: 2-6 Arsenal
2010
EL 2: 2-2 Braga
EL V: 1-0 Braga 
2011
4: 1-3 Chelsea
EL 16: 1-6 M. City
2012
EL F: 1-2 Chelsea
8: 1-2 Málaga
2013
EL F: 0-0 Sevilha
EL 4: 2-4 Sevilha
2014
G: 4º
4: 4-7 Bayern M.
Total
EL: G 16 8 4 4 2 F F 
CL: G 4 4
EL: 16 4 V
CL: G 8 8 8 8 8 4 4

Legenda
EL: Liga Europa (na ausência, refere-se à Liga dos Campeões)
16, 8, 4, 2: dezasseis-avos, oitavos, quartos ou semi-final
F: finalista vencido
V: vencedor
G: fase de grupos

Atentando aos dados acima, julgo que o Benfica tem falta de competitividade na Liga dos Campeões: assim a interpreto, sem atenuantes. E considero que a compensou com excelentes prestações na Liga Europa: uma semi-final e duas finais consecutivas.

Dito isto, infelizmente, um benfiquista racional tem de admitir que o Porto tem melhor prestação europeia que nós, graças à sua presença regular na fase eliminatória da Liga dos Campeões e uma Liga Europa conquistada. Mantenho esta opinião mesmo restringindo a análise ao período de regeneração benfiquista que muitos associam com Jorge Jesus, de 2009 para a frente.

No entanto, o mito não defende que o Porto é melhor que o Benfica na Europa: defende que é muito melhor, claramente de outro nível, e com prestações que mostram que pertence à elite europeia. Por isso, constatar que o Porto tem tido mais capacidade europeia que o Benfica não é suficiente para comprovar a narrativa que motivou este texto: é preciso que seja muito superior!

E essa superioridade não existe: o melhor que conseguiu foi realmente a conquista da Liga Europa, mas as duas finais do Benfica não mostram uma diferença de espécie, apenas de grau.

Ademais, a tese portista defende que a Liga Europa é, por si só, mostra de inferioridade competitiva, já que apenas ao panteão do futebol está reservado o Olímpo da Champions. Assim se desvalorizam as prestações honrosas do Benfica, com mais dois quartos de final e uma semi-final na segunda prova europeia.

E realmente sucede que o F. C. Porto assegurou sete passagens à fase eliminatória da Liga dos Campeões, contra apenas duas do S. L. Benfica... Mas, pasme-se: com tantas oportunidades de mostrar o seu carácter divino, ombreando com Real Madrid, Barcelona, Bayern Munique e outros que tais, o que conseguiram os dragões na última década? Exactamente o mesmo que as águias: duas presenças nos quartos de final.

Desportivamente (e futebol é desporto, não negócio), o Benfica transformou as suas más prestações em desempenhos desportivos na Liga Europa que só honram a sua história, conseguindo assim alcançar o sexto lugar no ranking da UEFA.

É razoável dizer que o Porto é realmente melhor que o Benfica na Europa? Talvez, mas não muito melhor: conquista mais acessos aos jogos "a doer", amealhando com isso mais receitas, mas a sua capacidade regular de picar o ponto nas eliminatórias só lhe garantiu o oitavo lugar do mesmo ranking... abaixo do Benfica!

Podemos por isso aceitar para a advocacia diabólica deste escriba, ou confiar cegamente nas estatísticas da UEFA: mas não temos de nos preocupar com histórias mitológicas de dragões e champinhões, que servem o mesmo propósito que Marx anunciava para a religião — ser utilizada pelos oligarcas da Torre das Antas para anestesiar o povo portista com a mais potente droga de todas: o orgulho.

Felizmente, os que lerem isto são maioritariamente crentes noutro deus: o dos golos reais, vitórias reais e campeonatos reais! Que os adeptos azuis se mantenham ignorantes e com uma soberba desmedida... enquanto comissões são desviadas, património alienado e conquistas reduzidas. A glória de ontem é para sempre, mas recordar não é viver: como os anos 60 encarnados, a cada dia que passa 1987 e 2004 pertencem mais e mais ao passado.

domingo, 26 de abril de 2015

Ainda os assobios

Muito se falou dos assobios que alguns adeptos musicaram após o golo do CD Nacional na Luz. Normalmente sou contra assobios durante os jogos, mas esses nem me incomodaram: estávamos a jogar bem.

Tenho um amigo que (também não assobia mas) é a favor dos assobios, não pode estar presente nesse jogo mas deu-me a sua opinião:

Para ele, um sócio tem sempre razão, paga, apoia e quando vê que é preciso dar um abanão, dizer basta, ou acordem deve expressá-lo. Jogadores e treinador têm que estar preparados para isto e aceitar, não gostou de ouvir o Jorge Jesus criticar no final do jogo os adeptos... Aceitá-lo-ia se no final do jogo em Vila do Conde tivesse pedido desculpa aos adeptos que encheram o estádio. Não aceita que um profissional que ganha 4M/época critique alguém que por vezes se sacrifica faz centenas de km para ir ver a sua equipa. É preciso saber aceitar a crítica. Se contra o CD Nacional houve relaxamento, sofremos um golo, e logo de seguida jogada parecida com remate cruzado... Aí alguns assobiaram como que a dizer "'bora lá acordar e não relaxar!"... Relaxar, aconteceu em Vila do Conde por exemplo e deu mau resultado. Para ele foi naquele contexto em que a equipa relaxou e a coisa começou a apertar, foi como que um abanão... Jogadores e treinador só têm que acordar. Jorge Jesus que se concentre a ganhar este título e não o deixe escapar nos jogos fora onde a equipa não joga nem metade do que faz em casa. E falta de apoio nem tem faltado fora de casa. Não é por falta de apoio dos adeptos que o SL Benfica se pode queixar. Jorge Jesus que aponte baterias para outro lado. 

Esta é a opinião dele.

Compreendo. 

A minha opinião é diferente. Não assobio a minha equipa durante os jogos porque creio que isso não melhora o estado de espírito dos jogadores, antes pelo contrário, até pode afundar a moral da equipa.

Normalmente, sou contra os assobios, mas contra o CD Nacional até os aceito: estávamos a jogar tão bem! É uma bela manifestação de benfiquismo assobiar quando a equipa faz um grande jogo. Como quem diz: jogamos muito bem, mas isso não chega!!!! É para que os jogadores percebam. Quando jogam mal precisam de apoio, quando jogam muito bem têm que perceber que isso ainda é pouco! Podemos estar satisfeitos mas queremos sempre mais.

Hoje o jogo é importantíssimo. A equipa tem jogado muito bem na Luz, mas hoje tem que jogar ainda mais! Espero que hoje haja assobios como os que houve contra o CD Nacional, não assobios de tempos que nem gosto de lembrar. 

No entanto, relembro: na Luz são sempre mais os que aplaudem que os que assobiam. Se o jogo correr mal eu vou tentar apoiar mais alto.

sábado, 25 de abril de 2015

25 de Abril para recordar

Hoje é dia de recordar o 25 de Abril de 2010.

Parece que o recorde de assistência estabelecido nesse jogo para uma partida de futsal na Europa foi agora batido, no entanto, esse jogo tem muito mais de especial. Espero que um dia o SL Benfica também tenha uma segunda oportunidade de organizar a fase final da competição, na primeira foi assim:

A melhor equipa da história do futsal português tornou-se campeã da Europa! Com um ambiente de impressionar no pavilhão. Contra o seu maior rival europeu. Um dos maiores clássicos do futsal europeu. 

Que não passe que esta equipa só ganhou porque a fase final foi disputada em Lisboa! É certo que o apoio dos adeptos à equipa foi fenomenal e também eles devem sentir a vitória como sua. No entanto, não se esqueçam que até lá nunca nenhuma equipa organizadora tinha vencido a competição e após apenas o FC Barcelona o conseguiu, apesar de organizar a competição em Lérida - o que torna o SL Benfica o único clube a vencer a competição na sua cidade, com excepção das 4 edições em que a final se disputou a duas mãos (onde o Playas de Castellón FS também o conseguiu). Em 10 edições com organizações entregues a clubes apenas 3 atingiram a final, 2 venceram-na. Esta magnífica equipa soube estar à altura do acontecimento:

Bebé
Zé Carlos
Zé Maria
Davi
Pedro Costa
Arnaldo
Gonçalo Alves
Ricardinho
Marinho
César Paulo
Joel Queirós
Rúben Simões 
Anilton

Ainda:
Pedrinho
Carlos Paulo

Equipa Técnica:
André Lima
Nelito
Nelson Coelho

Foi um bonito dia vermelho. Ainda hoje me emociono ao recordá-lo.

Obrigado, campeões!

De referir ainda que Lisboa é a única cidade com mais que uma organização e as 3 edições nela disputadas tornam Portugal no país onde mais vezes se jogou a fase final da competição, mas só uma vez houve uma festa como esta:




terça-feira, 31 de março de 2015

Maior feito do voleibol do SL Benfica - análise

Depois da vitória na primeira mão por 3-0 contra o GS Porto Robur Costa (Ravenna), o SL Benfica voltou a conseguir o melhor resultado da sua história ao vencer em Itália por 3-2, isto depois de estar a perder por 2-0 em dois sets equilibradíssimos perdidos pela margem mínima. Em grande destaque neste jogo esteve Hugo Gaspar que obteve 22 pontos e foi muito referido no site da CEV. Após a obtenção do 2-2 e com a qualificação já conseguida, o treinador José Jardim colocou os jogadores suplentes para o quinto set e mesmo assim a equipa saiu vencedora do set com alguma facilidade, isto também foi uma demonstração de força da equipa. Com mais esta vitória correram-se todos os adversários a 6-2 e aumentou-se o recorde do SL Benfica para 8 vitórias consecutivas em jogos das competições da CEV - um número que fica apenas uma vitória aquém do recorde nacional do SC Espinho entre 2001 e 2002.

A competição 

A CEV Challenge Cup é a terceira competição europeia (C3), segue a CEV Champions League (C1) e a CEV Cup (C2). Já li disparates como comparar as competições europeias de voleibol com as de futebol (que é sempre a bitola de comparação), chegando-se ao ponto de dizer que a Taça Challenge equivaleria à antiga Taça Intertoto, à antiga Taça das Taças ou à actual Liga Europa, nenhuma delas faz sentido. Não pode ser equiparável à Taça Intertoto porque essa prova não era mais que uma fase de qualificação para a Taça UEFA, tendo vários vencedores, a Taça Challenge da CEV é uma competição europeia a sério, não é uma prova de pré-época nem serve de qualificação para outra prova. A Taça das Taças era uma competição para vencedores de Taças nacionais, a Taça Challenge é uma competição em que entram vencedores de Taças nacionais, campeões nacionais e equipas de topo das ligas nacionais. A Liga Europa da UEFA é a competição que mais se assemelha à Taça Challenge, mas a Liga Europa é a segunda competição europeia, enquanto a Taça Challenge é a terceira, a Liga Europa recebe equipas eliminadas da Liga dos Campeões da UEFA, enquanto a Taça Challenge recebe equipas eliminadas da Taça CEV (que por sua vez recebe equipas eliminadas da Liga dos Campeões da CEV). Além de que nas competições da CEV os campeões nacionais não têm todos direito a entrar na principal competição, depende do ranking, por exemplo o SL Benfica, campeão nacional, apenas pode entrar na terceira competição. 

As competições de clubes da CEV também não têm equivalência com as da EHF, que são outro termo de comparação devido a terem os mesmos nomes nas competições mas, a Taça Challenge da CEV difere da Taça Challenge porque na CEV nunca existiram mais que 3 competições, desde a criação da Taça Challenge (na altura Taça CEV) esta sempre foi a terceira competição europeia, a Taça Challenge da EHF quando foi criada (como Taça das Cidades) era a quarta competição e apenas há 3 épocas passou a ser a 3ª competição, quando se deu a fusão entre a Taça EHF e a Taça dos Vencedores de Taças da EHF, o que levou à participação de menos clubes nas competições da EHF. Contudo, a principal diferença é que na Taça Challenge da CEV podem participar equipas de todas as Federações filiadas, na Taça Challenge da EHF as equipas dos primeiros 6 países do ranking de clubes não podem participar na competição, logo esta é restricta a clubes de menor dimensão. 
Este ano participaram nas competições europeias 91 clubes assim distribuídos: 

Liga dos Campeões da CEV (anterior Taça dos Clubes Campeões Europeus)- 28 clubes (4 eliminados na fase de grupos jogam a Challenge Round da Taça CEV contra os vencedores dos quartos-de-final desta competição); 

Taça CEV (antiga Taça das Taças e Taça dos Clubes de Topo) - 32 clubes (os 16 eliminados da primeira eliminatória desta competição jogam os desasseis-avos-de-final da Taça Challenge; recebe 4 clubes da Liga dos Campeões após os quartos-de-final); 

Taça Challenge da CEV (antiga Taça CEV) - 31 clubes (recebe mais 16 clubes da Taça CEV). 

Em 2000/01 foi criada a Liga dos Campeões e a Taça dos Vencedores de Taças foi reformulada como Taça dos Clubes de Topo. 
Em 2007/08 a Taça dos Clubes de Topo passou a chamar-se Taça CEV e a antiga Taça CEV passou a chamar-se Taça Challenge (sim, esta decisão parva foi tomada!). 

A valia do adversário das meias-finais 

As equipas italianas têm sido as grandes dominadoras das competições europeias, venceram cerca de 46% de todas as (132) edições já disputadas (contando com a CEV Champions League desta época, que terminou com a vitória da equipa russa do Zenith Kazan): 
- C1 - 56 edições - 18 vitórias - 32 finalistas - as equipas russas, recentemente, voltaram a tomar a supremacia desta competição com 20 vitórias (26 finalistas); 
- C2 - 42 edições - 18 vitórias - 28 finalistas - seguem-se as equipas russas com 7 vitórias e 9 finalistas - a final desta época será disputada entre uma equipa russa e uma equipa italiana; 
- C3 - 34 edições - 25 vitórias - 40 finalistas. 

No campeonato do mundo de clubes os clubes italianos venceram 8 das 10 edições disputadas.

Nesta competição, em que o SL Benfica eliminou uma equipa italiana, as equipas italianas venceram cerca de 71% das edições (já contando a actual que não podem ganhar). 

Participaram este ano nas competições da CEV 5 equipas italianas, 3 na Champions League, 1 na CEV Cup e 1 na Challenge Cup; as 3 primeiras foram semifinalistas da liga italiana da época passada, o participante da CEV foi apurado na Taça de Itália e o GS Porto Robur Costa (Ravenna), apesar de ter sido 9º classificado e falhado a qualificação para os play-off do título, venceu a eliminatória (no mesmo formato do play-off) jogada entre todas as equipas que ainda não estavam qualificadas para as competições europeias. Portanto, ganhou o direito desportivo de ser a quinta equipa italiana nas competições europeias. Este ano, a equipa encontra-se no sétimo lugar, estando em posição de acesso aos play-off. 

Esta foi a primeira vez que uma equipa portuguesa eliminou uma equipa italiana em competições da CEV, foi também a primeira vitória em casa e a primeira vitória fora, até agora os melhores resultados eram derrotas por 2-3 em casa (de GC Esmoriz, GC Câstelo da Maia e SC Espinho) e 1-3 fora (de SC Espinho). Note-se que não consegui apurar o resultado do jogo do FC Porto em casa contra a equipa italiana em 1976, no entanto, a vitória do clube português seria um feito bastante registado, tendo em conta o historial das equipas de ambos os países e mesmo do FC Porto, que apesar das muitas participações que teve em competições da CEV não lhe encontrei nenhuma vitória. O registo de equipas portuguesas contra equipas italianas, antes desta eliminatória, estava em 0-18 (com apenas 11 sets conquistados). 

Resultados das equipas portuguesas contra equipas italianas nas competições da CEV, sem referência às equipas adversárias nem a datas concretas, pois não são dados relevantes:

TCCE
1968
AE IS Técnico0-30-3
TCCE
1976
FC Porto0-3?
TCCE
1981
Leixões SC0-32-3
CEV
1986
GC Esmoriz0-30-3
CEV
1988
AA São Mamede0-30-3
TVT
1992
Sporting CP0-30-3
CEV
1997
SC Espinho1-31-3
TVT
1998
GC Câstelo da Maia1-3casa
TCCE
1999
SC Espinho2-3casa
TVT
2000
GC Câstelo da Maia2-3casa
TTC
2006
GC Esmoriz0-3neutro

É ainda importante referir o historial deste clube que é sucessor do Porto Ravenna Volley que conseguiu vencer 1 Campeonato do Mundo, 3 Ligas dos Campeões, 1 Taça CEV (actual Challenge) e 2 Supertaças europeias. Depois de uma crise económica no ano de 2000 cedeu o seu direito desportivo a participar na Série A e voltou apenas na época 2009/10, foi com a fusão com o GS Robur Angelo Costa que se chegou ao objectivo de chegar à Série A e devolver a glória ao voleibol de Ravenna.

O maior feito 

Este é, sem dúvida, o maior feito do voleibol Benfiquista, no entanto, não é o maior feito do voleibol de clubes a nível nacional, nem que o SL Benfica vença a competição - ao contrário do que já li. Esta foi a quinta presença de uma equipa portuguesa em meias-finais europeias, depois das duas do GC Câstelo da Maia e das duas do SC Espinho, todas na segunda competição mais importante, enquanto o GC Câstelo da Maia foi eliminado em ambas, o SC Espinho qualificou-se para a final da primeira Taça dos Clubes de Topo em 2000/01 e venceu-a, qualificou-se também para a final da época seguinte. Essa vitória do SC Espinho é o maior feito de clubes portugueses em competições europeias - já encontrei quem a quisesse desvalorizar porque não participaram equipas italianas na prova, no entanto, a estrutura das competições europeias desse ano assim o proporcionou, mas a Taça dos Clubes de Topo não deixou de ser justamente a segunda competição europeia de clubes, com tanto mérito para o vencedor como qualquer outra: 
- na Liga dos Campeões participaram 16 equipas de 12 países, os quatro primeiros países do ranking colocavam 2 representantes;
- nas 2 principais competições europeias de clubes cada país foi representado no máximo por 2 equipas, a Itália, a França, a Alemanha e a Grécia atingiram esse número na Liga dos Campeões;
- participaram 41 clubes de 29 países;
- a vitória do SC Espinho terminou com uma final contra a segunda equipa russa (a primeira participou na Liga dos Campeões);
- com o alargamento da Liga dos Campeões a equipa a quem o SC Espinho ganhou na final jogaria nos dias de hoje na Liga dos Campeões (onde só participaram 16 equipas).

Talvez, individualmente, a vitória do SC Espinho na final contra a segunda equipa russa (que não representava um dos 4 primeiros países do ranking) não seja tão importante como vitória do SL Benfica em Itália contra o quinto representante italiano (primeiro do ranking), essa questão já é mais complicada, mas a vitória do SC Espinho não tem por onde ser desvalorizada.

O adversário da final

O próximo adversário do SL Benfica, o OK Vojvodina de Novi Sad (secção de voleibol do SD Vojvodina), é um dos maiores clubes sérvios (assim como já era no tempo da Jugoslávia e da Sérvia Montenegro). Foi o vencedor do grupo do SL Benfica na Taça de Equipas de Topo na última presença do SL Benfica nas competições europeias (em 2005/06), na altura este adversário venceu 2-3 em Lisboa e 1-3 em Novi Sad, ficou também em segundo lugar do grupo do SC Espinho quando este venceu a Taça dos Clubes de Topo.

Como medida do valor deste adversário temos os resultados do SL Benfica e do GS Porto Robur Costa (Ravenna) contra equipas sérvias; o SL Benfica já esta época eliminou o líder invicto do campeonato sérvio com um duplo 3-1 (o OK Partizan, secção de voleibol do JSD Partizan), o GS Porto Robur Costa (Ravenna) eliminou o OK Crvena Zvezda (secção de voleibol do SD Crvena Zvezda, conhecido como Estrela Vermelha em português), segundo classificado do campeonato sérvio, por 2-3 e 3-0. O OK Vojvodina (Novi Sad) ficou em 3º lugar da fase regular com 4 derrotas, mais uma que o VK Crvena Zvezda, todas estas equipas estão já qualificadas para as meias-finais do campeonato.

Estes resultados apontam claramente para o favoritismo do SL Benfica nesta final, ao contrário do que apontavam na meia-final, até porque disputa a primeira mão fora (a 8 de Abril) e disputa a segunda mão em casa (a 12 de Abril), aquela onde se pode jogar um golden set decisivo. Claro que os favoritismos de nada valem, especialmente em finais, as vitórias conquistam-se com o trabalho demonstrado nos jogos. No entanto, esta equipa do SL Benfica tem demonstrado uma força psicológica que faz jus à sua qualidade técnica, guiando os adeptos para uma grande onda de confiança nesta equipa.

Estatística do jogo: aqui.

Resultado: 23-25 25-27 25-20 25-18 15-10

Resumo do jogo:

Adeptos na final

É sabido que na altura das finais há sempre mais benfiquistas, espero que o SL Benfica saiba premiar aqueles que acreditam sempre nas equipas e contribuem com o seu apoio para o sucesso das equipas. Esta época apenas me lembro de um jogo em que os adeptos com quota das modalidades (aqueles que contribuem todo o ano para as modalidades) foram premiados, como deveriam ser sempre, com a venda de bilhetes com antecedência em relação aos outros sócios. É um privilégio que deviam ter como adquirido. Neste momento aparecem adeptos que só agora souberam que o SL Benfica participava nesta competição e se a organização não for a correcta podem "roubar" lugares a adeptos que assistiram a todos os jogos, como eu que fui assistir a todas as eliminatórias! É de esperar algum bom senso por parte dos responsáveis do SL Benfica para não oferecerem bilhetes a escolas quando os benfiquistas conseguem perfeitamente encher mais que a capacidade do pavilhão nº 2, um erro que aconteceu na meia-final e tivemos que assistir a sectores com pouco entusiasmo perante uma tão importante meia-final europeia. A meu ver, o jogo até poderia ser na Praça de Touros do Campo Pequeno que tem maior capacidade e boas condições para os adeptos.

Que as decisões do SL Benfica sejam as melhores para os seus adeptos!

quinta-feira, 26 de março de 2015

SL Benfica 3-0 GS Porto Robur Costa (Ravenna) - CEV Callenge Cup meia-final

Ontem o SL Benfica jogou a primeira mão da meia-final da CEV Challenge Cup (terceira competição da Europa), em casa contra o GS Porto Robur Costa (Ravenna) - sucessor de um clube campeão do mundo, tri-campeão europeu, vencedor de uma Taça CEV, equivalente a esta Challenge Cup, portanto um gigante da modalidade; é o actual 7º classificado do campeonato italiano.

O que assisti no pavilhão ainda hoje me enche o espírito, foi a melhor exibição a que assisti a uma equipa de voleibol do SL Benfica. Poucos foram os erros, mesmo os mais frequentes na equipa foram evitados neste jogo, por exemplo apenas 5 dos serviços foram falhados.

À primeira vista a equipa italiana impunha respeito, os seus jogadores são mais altos (impressionam os 2,17 metros do brasileiro Renan, quando lhe colocam a bola em boas condições sai um míssil indefenssável), muitos são internacionais e jogam num campeonato sempre muito competitivo, enquanto o SL Benfica joga num campeonato com uma equipa do seu nível, outras duas de nível médio e as restantes muitos furos abaixo das primeiras. O GS Porto Robur Costa (Ravenna) até começou bem o jogo mas a qualidade, talvez inesperada, do SL Benfica e o ambiente no pavilhão levaram a equipa a cometer alguns erros, passando a supremacia no jogo para o SL Benfica.

A qualidade do jogo do SL Benfica esteve sempre tão elevada que o treinador José Jardim apenas efectuou, durante pouco tempo uma substituição táctica, com a entrada de João Oliveira, mantiveram-se brilhantemente em jogo Honoré, Flávio Cruz, Roberto Reis, Hugo Gaspar, Zelão, Perini e o líbero Ivo Casas. Destaco o enorme jogo de Honoré, que esteve fatal nos ataques centrais, e também Flávio Cruz e Roberto Reis, numa equipa que esteve toda no seu melhor nível. Foi no mais importante jogo da história do voleibol do SL Benfica que os seus jogadores jogaram melhor, ou seja, quando mais interessava. Contudo, o próximo jogo será mais uma vez o mais importante da história do voleibol do SL Benfica e só com um nível muito semelhante se alcançará o objectivo.

Esta equipa italiana mostrou ser habilidosa, não apenas no jogo jogado mas também nos truques. muito semelhantes aos utilizados por cá pelo SC Espinho. Foram constantes as tentativas de pressão sobre a equipa de arbitragem para tentar obter erros a seu favor, protestavam mesmo quando era óbvio que não tinham razão, apenas para deixar o árbitro na dúvida após tantas tentativas, no entanto, o árbitro principal manteve-se firme e importunável. Em Itália, perante uma assistência que deverá encher o pavilhão de cerca de 3 500 lugares, será mais complicado resistir a tácticas semelhantes, que deverão persistir.

No próximo domingo joga-se em Itália a segunda mão da meia-final, num ambiente hostil ao SL Benfica. Para se qualificar o SL Benfica (que fez 3 pontos na eliminatória) precisa de:
- vencer;
- perder vencendo 2 sets (recebe 1 ponto na eliminatória que terminaria 4-2); ou
- caso perca por 3-0 ou 3-1 (recebe 0 pontos na eliminatória e esta termina 3-3), vencer o golden set (disputado até aos 15 pontos).
Sabe-se que receber em casa o jogo da segunda mão é uma vantagem, estas regras ainda beneficiam o nosso que pode vencer 3-1 (depois de perder 3-0) e disputar perante o seu público um golden set depois de uma vitória que seria moralizadora.

Vi uma equipa do SL Benfica muito moralizada, concentrada e sempre com grande entrega ao jogo, acredito que em Itália continuarão assim.

O SL Benfica é a única equipa que ainda não perdeu nesta Taça Challenge, segue numa série de 7 vitórias seguidas, o seu recorde em competições europeias, o anterior máximo eram 3, neste momento tenho pena que o CV Andorra tenha desistido na primeira eliminatória. Anteriormente a esta época, tinham sido vencidos 12 dos 38 jogos europeus disputados.

Parabéns ao professor José Jardim por este feito, ainda há muito trabalho pela frente mas já merece realce. Ainda me lembro quando após 3 vice-campeonatos se pedia (nalguns sectores das bancadas) a demissão do homem que tem foi o principal obreiro do voleibol do SL Benfica desde o regresso à competição em 1996/97, dos escalões inferiores até aos títulos nacionais e agora meia-final europeia.

Dados estatísticos do site da CEV: aqui.

Resultado: 25-20 26-24 25-19

Resumo do jogo:

Estou orgulhoso desta exibição.

Destaco também a boa afluência de público que criou um bom ambiente no pavilhão, isto apesar de os bilhetes só terem sido colocados à venda no próprio dia e ser bastante nítida a presença de convidados de escolas. Facto esse que levou a que nuns sectores atrás dos bancos o apoio fosse menor e até ter que ouvir uma jovem aplaudir todos os pontos do adversário, dizendo mesmo constantemente "eu não gosto do Benfica". É de pensar uma estratégia diferente por parte do SL Benfica, é preferível ter benfiquistas que até gostariam de estar presentes e apoiar o seu clube do que convidados amorfos ou mal agradecidos. Se se pretender encher o pavilhão, nem que seja com convidados, deve dar-se primeiro oportunidades aos benfiquistas de dar indícios que vão ou não encher o pavilhão. Também a ter em conta é a abertura da bilheteira para quem paga a Quota das Modalidades com antecedência em relação aos outros sócios e adeptos, eles pagam para ajudar as modalidades, merecem ter esse privilégio.

domingo, 15 de março de 2015

Equipa feminina de hóquei em patins: Campeã da Europa!


A equipa feminina do Sport Lisboa e Benfica venceu, brilhantemente, a Taça Europeia de hóquei em Patins. É o primeiro título europeu de uma equipa portuguesa em desportos colectivos femininos.

Esta manhã, em Manlleu (Catalunha, Espanha), as meninas do SL Benfica venceram a equipa francesa do US Coutras por 5-2, depois de ontem terem eliminado a equipa da casa, o CP Manleu, por 4-2.

Na 9ª edição da prova o SL Benfica conseguiu eliminar a equipa da casa e impedir o pleno de vitórias espanholas na competição. Nas oito edições anteriores apenas dois finalistas não eram de Espanha.

Se ontem o SL Benfica fez mais um jogo de cautela defensiva - e bem, tendo em conta o valor do adversário, que jogava em casa, e depois do resultado com o CP Voltregà nos quartos-de-final -, hoje a equipa assumiu o controlo do jogo e conseguiu marcar cedo. Foi sempre um jogo em que a equipa do SL Benfica mostrou que era a melhor equipa e nunca pareceu perigar a sua vitória.

Merece destaque a Marlene Sousa que marcou 4 golos e mostrou mais uma vez que é craque.

Esta vitória não foi apenas fruto do SL Benfica ter a melhor equipa da Europa, é fruto de preparação para o sucesso. Não me esqueço que depois do final de um jogo da Zona Sul do Campeonato Nacional, a que fui assistir, sem tempo para descanso a equipa fez um pequeno jogo treino entre si - 5 contra 5 -, em que a competitividade e intensidade do jogo foram maiores que o jogo do Campeonato Nacional. 

A equipa alinhou de início com Ana Santos (GR), Marlene Sousa, Inês Vieira, Rute Lopes e Rita Lopes, são também campeãs Celeste Vieira (GR), Raquel Abreu, Andreia Dâmaso, Marta Vieira e Sofia Vicente, treinadas pelo glorioso Paulo Almeida.

Note-se que este é apenas o terceiro ano de competição da equipa feminina de hóquei em patins. Desde o início a equipa só perdeu uma competição, vencendo já: a Taça Europeia, 2 campeonatos nacionais, 1 Taça de Portugal, 2 Supertaças, 3 Torneios de Abertura da AP Lisboa. Na época passada o SL Benfica inscreveu-se na Taça Europeia mas acabou por não participar, supostamente porque não havia condições financeiras para a participação.

Percurso do SL Benfica na Taça Europeia de hóquei em patins feminino:


Podem (re)ver a final aqui:

Ficha do jogo, retirada do site http://hoqueipatins.pt/live/tef.html

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O adeus à Champions

Começo por uma referência o post anterior:

 "Esta época estamos num grupo bastante equilibrado com Zenit, Bayer Leverkusen e Monaco. Tanto podemos ficar em 1º como em 4º, porém há que lutar pela qualificação para os 1/8 da Champions League."

Era de facto um grupo bastante equilibrado. Um exemplo desse equilibrio foi o Benfica ter perdido os 2 jogos com o Zenit que ficou em 3º e ter feito 4 pontos com o MOnaco que ficou em 1º.

Neste último jogo onde a nossa classificação já estava decidida (4º lugar), Jorge Jesus decidiu e bem rodar a equipa e colocar em campo uma equipa de "suplentes" de modo a poupar os jogadores "titulares" para os próximos jogos, especialmente o próximo jogo de Domingo contra o Porto que também vai poupar vários "titulares" contra o Shaktar pois também já tem a sua classificação garantida (1º lugar).

A resposta dos "suplentes" contra o Leverkusen foi bastante positiva. Jorge Jesus queria "ganhar" jogadores para o resto da ]epoca e de facto praticamente todos os jogadores mostraram neste jogo que "contam para o totobola".

Artur fez 2 boas defesas mas a intranqulidade continua lá.

Na defesa, Almeida fez o habitual. Defende bem e não compromete a equipa. Tem perfeita noção das suas limitações, é um jogador inteligente e cumpre sempre bem quando chamado à equipa, além de que faz várias posições com bastante competência. Os centrais estiveram bem e é visível a enorme evolução de César e Lisandro, em especial de César em relação aos jogos da pré-época. Benito não esteve bem neste jogo pelo que Almeida continuará dono do lugar até que Sílvio regresse a 100%.

No meio campo Cristante esteve bem e Pizzi mostrou que quando Enzo sair o lugar será dele. Nas alas Tiago surpreendeu-me mas duvido que algum dia venha a ser importante no Benfica. É um Salvio fraco. Ola John tem imensa qualidade mas continua a faltar qualquer coisa para explodir.

No ataque Lima esteve bem em tudo, excepto na finalização. Na Champions não se pode falhar um golo feito como o que ele falhou. Derley esteve bem.

Quanto aos suplentes que entraram, Talisca não entrou muito bem e parece que sente falta do golo, algo que por vezes o impede de passar a bola a colegas mais bem posicionados. Nelson Oliveira entrou bem e surpreendeu-me pela decisão que tomouem vários lances. Partiu no início da época atrás de Lima, Talisca, Derley, Jonas e Jara mas neste momento já ultrapassou Jara. Tem que continuar a trabalhar. João Teixeira entrou bem no jogo, arancou um vermelho numa boa arrancada do meio campo mas abusou um puco dos passes longos. 

Foi a pior Champions na era Jorge Jesus. Agora é apostar tudo nas provas internas.

Carrega Benfica!!!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Champions League

O Benfica inica hoje a sua participação na Champions League.

Vai ser a 5ª particpação consecutiva com Jorge Jesus ao leme.

Em 2010/2011 num grupo constituído por Schalke 04, Lyon e Hapoel o Benfica classificou-se em 3º lugar com 6 pontos (7-12 em golos), seguindo depois para a Liga Europaonde foi eliminado na 1/2 final pelo Sporting de Braga.

Em 2011/2012 num grupo constituído por Manchester United, Basileia e Otelul o Benfica classificou-se em 1º lugar com 12 pontos (8-4 em golos). Nos 1/8 de final eliminámos o Zenit (4-3 em golos) e nos 1/4 de final fomos eliminados pelo Chelsea que viria a sagrar-se campeão europeu.

Em 2012/2013 num grupo constituído por Barcelona, Celtic e Spartak Moscovo, o Benfica classificou-se em 3 lugar com 8 pontos(5-5 em golos), seguindo para Liga Europa onde viria a perder na final em Amsterdam contra o Chelsea por 1-2.

Em 2013/2014 num grupo constituído por PSG, Oumpiakos e Anderlecht, o Benfica classificou-se em 3º lugar com 10 potnos (8-8 em golos) seguindo para a Liga Europa onde viria a perder na final em Turim contra o Sevilha através da marcação de grandes penalidades.

Em 4 épocas de Championstemos 3 3ºs lugares (acesso à Liga Europa) e uma qualificação para a fase seguinte da Champions.

Esta época estamos num grupo bastante equilibrado com Zenit, Bayer Leverkusen e Monaco. Tanto podemos ficar em 1º como em 4º, porém há que lutar pela qualificação para os 1/8 da Champions League.

A estreia é com o Zenit em casa e há que lutar pela vitória mas convém lembrar que o Zenit é aquela equipa que veio a Portugal buscar Witsel, Garay e Hulk, e que foi também buscar Javi Garcia ao City.

Carrega Benfica!!!

sábado, 6 de setembro de 2014

Em todo o lado: Carrega Benfica!

Estes farmacêuticos seguem o SL Benfica até onde for possível e o SL Benfica segue sempre estes farmacêuticos.

Até no US Open:
(segundo 10 do vídeo)

Para nós o SL Benfica é mais que um clube, é um modo de vida, uma ideia que representa os nossos valores e tudo aquilo que apoiamos. Levamo-lo connosco.

Se está bem feito está Benfica. Se sabe bem é Benfica. Se é bonito é Benfica. Se é agradável é Benfica.

Utilizamos o grito de "BENFICA" como saudação, como agradecimento, como expressão de felicidade. Respondemos a esta saudação com o grito "CAMPEÃO", que é a resposta natural a "BENFICA" ["CAMPEÃO"], ser campeão é mais que ganhar, é um estado de espírito e um modo de vida, no nosso coração o SL Benfica é sempre campeão. Um dia hei-de presenciar, a quando grito no estádio "BENFICA" todos os que me ouvem responderem "CAMPEÃO".

O meu Benfica representa tudo o que é bom e a luta do Bem contra o mal. O que representa o vosso Benfica?

CARREGA BENFICA!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Mais 3 pontos


Nesta fase da época o mais importante é ir colhendo os importantes 3 pontos em disputa em cada jornada.

Jogando bem ou mal o importante é mesmo ir juntando 3 pontos. A qualidade de jogo virá por acréscimo ao longo da época.

Ontem mostrámos alguma qualidade de jogo na 1ª parte, porém na 2ª parte a qualidade descresceu, em grande parte devido à saída de Amorim por lesão.

Agora é vencer o próximo jogo em casa e ficar com 9 pontos antes da pausa para os jogos da selecções.

Carrega Benfica

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Crise instalada no Benfica!

Faz 10 horas que o Benfica não conquista um título.

A crise é demasiado evidente.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Fala-se que o Bebé vai vestir o Manto Sagrado

Rápido, alto, potente, explosivo no arranque, com um bom remate e boa capacidade de transporte de bola. De modo mais abrangente, é grande, é forte e tem técnica. Ainda assim falta qualquer coisa a Bebé. Provavelmente, falta-lhe jogar numa equipa com colegas de capacidade semelhante. Mas no Man Utd tinha-os e não vingou. Até tinha um treinador (Ferguson) que gostava de apostar em jovens talentos e os potenciava como ninguém (ou melhor, a par de JJ). Isto para dizer que parece que contratámos um jogador com potencial para ser um Cristiano Ronaldo! Ou um Nani? Ou pior, um Quaresma!!!
Se o que falta a Bebé for algo que não se resolve nos treinos ou nos jogos, aí teremos um Quaresma em potência e pouco haverá a fazer, não passará da cepa torta! Se, pelo contrário, for humilde, trabalhador e profissional e o que lhe falta são noções básicas de jogo ao nível tático, posicional e de tomada de decisão, então temos treinador para potenciar o extraordinário talento de Bebé e fazer dele uma referencia no ataque do Benfica. O futuro breve o dirá.


No que respeita às características do jogador, tem sido sempre um transportador de bola nas equipas em que tem passado. Normalmente pela ala esquerda para aproveitar o forte remate quando faz diagonais interiores. No Benfica não precisa de jogar nas alas porque jogadores rápidos e com muita técnica é o que não falta nas alas do Benfica. Será que Bebé vai ser o substituto que JJ andava à procura para o Tacuara (dando o benefício da dúvida a Derley)? No meu entender tem todas as característica para ser um excelente ponta de lança mas será que se adaptaria à posição? Será que corresponderia com golos às movimentações do jogo ofensivo do Benfica? Tem tudo para isso mas será...?

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Benfica 2014-15

Guarda Redes
Oblak (?)
Artur (?)
Paulo Lopes

Defesa Direito
Maxi
Sílvio (?)
Luís Felipe (?)

Defesa Esquerdo
Djavan
Benito

Defesa Central
Luisão
César
Jardel
Lisandro
Mitrovic (?)
Steven Vitória (?)
Sidnei (?)

Médio Defensivo
Fejsa
André Almeida
Dawidowicz (?)

Médio Centro
Enzo (?)
Amorim
Fariña (?)

Extremo
Gaitán (?)
Sulejmani
Candeias
Ola John
Salvio
Pizzi
Cavaleiro (?)

Avançado
Markovic
Djuricic
Bernardo Silva (?)

Ponta de Lança
Cardozo (?)
Lima
Funes Mori (?)
Friesenbichler (?)

  • GR - Espero que o Oblak não saia. Se sair temos que comprar outro de qualidade indiscutível. O Varela deve ser emprestado a um clube da 1ª divisão. É bom jogador, convém jogar com regularidade.
  • DD - Parece-me que o Luís Filipe é certo. Dizem que o Maxi pode sair mas também pode ser para não arriscar caso não consigam o Sílvio a um preço aceitável. Gostava que o Sílvio ficasse e não me importo que o Maxi saia pela idade que já tem, apesar de eu ser um grande fã da sua atitude em campo.
  • DE - Grande planeamento este ano, resta agora perceber melhor a qualidade dos jogadores!
  • DC - Deve ficar Luisão, César, Jardel e Lisandro o que a confirmar-se é um conjunto muito forte.
  • MD - Está na altura do André ganhar preponderância no meio campo onde atinge o máximo do seu potencial. A lesão do Fejsa e a jovem idade do polaco podem exigir a aquisição de outro jogador para esta posição. Provavelmente vão testar o polaco e só depois decidir se contratam mais alguém.
  • MC - Tenho pena que o Enzo saia, vamos perder muito mas parece ser certo. Amorim tem tudo para agarrar o lugar, é grande jogador e agora já suficientemente experiente. Se o Enzo sair precisamos de mais um, não sei se o Rúben Pinto (ou outro da equipa B) tem andamento para isto! Se o Fariña não servir temos que comprar um jogador que agarre o lugar de caras.
  • Ex - Temos muitos e bons, não tenho preocupações. O Ivan devia ser emprestado a uma equipa da 1ª divisão porque é bom e tem que jogar. Está na altura ideal de vendermos o Gaitán apesar de eu ser grande fã dele. Se ficar será novamente um dos melhores jogadores do nosso campeonato e uma mais valia para a Liga dos Campeões.
  • Av - Meti aqui o Marko porque jogar ele ou o Salvio à direita é perder talento. Têm que jogar em simultâneo e a melhor solução é esta. Se o Gaitán não ficar ainda pode jogar à esquerda mas acredito que rende mais atrás do PL. Djuricic pode confirmar-se este ano, tem muito talento e já deve estar adaptado. O Bernardo também tem muito talento mas duvido da capacidade física e das rotinas na posição visto que o JJ não usa um 10 clássico, teria que se conseguir adaptar. Devia jogar a Taça da Liga e um ou outro jogo que pudesse entrar no fim com o jogo resolvido ou então ser emprestado a uma equipa da 1ª divisão.
  • PL - O Cardozo deverá sair este ano. O Funes Mori tem alguns dos atributos do Tacuara mas é mais possante, mais rápido com e sem bola, mais móvel e tem melhor jogo de cabeça. O austríaco não conheço. Fala-se em comprar o Derley do Marítimo, parece-me uma boa opção tendo em conta a qualidade do jogador e o preço.
Em jeito de conclusão, só as posições de guarda redes e médio centro têm uma incerteza maior neste momento.
Quanto ao guarda redes, custa-me a acreditar que o Oblak saia. É muito novo e tem a oportunidade de ser indiscutível numa equipa que joga a Liga dos Campeões, seria um erro para ele arriscar a carreira neste momento, ainda para mais se fosse para o Valência que nem se qualificou para as competições europeias.
Quanto ao médio centro, confirmando-se a saída do Enzo, temos Amorim (que me deixa descansado) e Fariña (que não desconfio do seu talento mas da sua abnegação e capacidade de organização defensiva). Na época que passou usámos Enzo, titular indiscutível, Amorim, suplente de grande qualidade, e André Gomes, proveniente da equipa B com muito talento e pouca experiência embora com alguma falta de intensidade. Se Fariña for para JJ suficientemente bom poderia encontrar-se alguém na equipa B que faça o que André Gomes fez na época passada. Se não terá que se contratar alguém para esta posição.

domingo, 18 de maio de 2014

Por ti meu Benfica!

Como saí de Lisboa antes da venda de bilhetes para a final da Liga Europa e este ano não fui sorteado pela UEFA, não tinha bilhete para a final da Liga Europa, mas isso não me impediu de ir a Turim.

Fui de Paris no dia do jogo às 10:40, mais de 5 horas de viagem de comboio. Em Lyon sentou-se ao meu lado um gordo mal-cheiroso (ser gordo é importante porque a área a cheirar mal é maior que numa pessoa magra), foi ao meu lado todo o Sul de França, ainda pensei dar uns peidos para ver se não me cheirava tão mal mas, infelizmente, não estava com gases. Isto já me faria merecer a Taça, se fosse assim de Paris até Turim mereceria ser o capitão e levantar a Taça. Cheguei a Turim sem saber onde me dirigir, mas sabia que não deveria ser difícil orientar-me, fui para o estádio num táxi com outros benfiquistas vindos de Paris que nunca tinha visto e também procuravam orientação à saída da estação.

Cheguei ao estádio ainda sem bilhete, tinha apenas apalavrado com um benfiquista que descobri num fórum de adeptos do clube. Entrámos em contacto e encontrei-o com outros adeptos que frequentam o fórum. Como não tinha dinheiro nem consegui levantar ainda não lhe paguei, acertámos na boa-fé benfiquista, apesar de não nos conhecermos; cobrou-me pelo bilhete apenas o que lhe custou, porque como muitos outros não anda a tentar extorquir dinheiro a outros adeptos que querem ver jogos do Glorioso. Fiquei com o bilhete ainda sem certeza que ia entrar, era preciso identificação, deu-me uma cópia da identificação dele (que obviamente não sou eu... tenho cerca de menos 15 cm que ele..). Tentei entrar sem a tal identificação contando uma história que tinha preparado, não me deixaram entrar depois do revisor ter falado com o supervisor, mandaram-me esperar. Entretanto, outro benfiquista alertou-me para um revisor que estava a deixar passar tudo, mesmo ao meu lado e fui logo tentar com esse, em vez de ficar à espera, mesma conversa (ao lado do que não me deixou entrar) e deixou-me passar. Fiquei radiante. Não sei se toda a gente que tinha bilhete com nome de outra pessoa conseguiu entrar, mas nessa altura estavam a impedir algumas pessoas.



Jogo a sofrer com outros benfiquistas desconhecidos. Custou-me ser derrotado por esta maldição: a maldição do apito; expulsões perdoadas, penaltis perdoados e até no desempate por penaltis o apitador foi influente. Até em Espanha se falou mais disso na Comunicação Social que em Portugal. Essa maldição esteve bem presente, na outra mais falada não acredito, até em Boston a “curse of the Bambino” foi quebrada, a “nossa” também o será.

Pela primeira vez na história o SL Benfica atingiu a marca de 11 jogos europeus sem derrotas. Contando com este desempate por penaltis foi a primeira vez desde a derrota em 1963 em que estivemos em vantagem numa final europeia e a primeira desde a vitória em 1962 em que estivemos com uma desvantagem de 2 golos.

Gostei da forma como os adeptos se portaram nesta final, a equipa foi sempre apoiada e foi aplaudida (como devia) no final do jogo.

Saí do estádio desorientado, sem saber para onde ir, depois de algumas voltas à procura de um amigo que não encontrei, vi um grande grupo de pessoas à espera de autocarro, fiquei também à espera mesmo não sabendo para onde ia, mas se toda aquela gente estava ali não era certamente acaso. Eram na maioria benfiquistas, não entrei no primeiro autocarro porque vinha um segundo atrás. No primeiro entraram os benfiquistas, no segundo entrei eu e mais uns poucos; estava cheio de sevilhistas… fiesta moderada e eu ali caladinho a olhar. Segui sem saber onde sair, tendo em mente sair naquela onde saísse um grande grupo, até que vi a estação de comboio onde no dia seguinte deveria apanhar o comboio, saí para ter um ponto de orientação. Como não comprei estadia em lado nenhum, dei umas caminhadas pela cidade, fui beber um copo num bar, outro num restaurante que às 3:00 ainda estava cheio de gente a jantar e onde ainda estive com uns rapazes benfiquistas que foram de carro desde o Porto.

Pouco depois das 4:00 fui para a estação de comboios, apesar de só ter comboio às 17:00, é que ingenuamente comprei a viagem para a tarde para ainda ter tempo de ver alguma coisa da cidade… Na estação estavam uns quantos benfiquistas a dormir no chão e encontrei o Sr. Fernando que andava para lá meio perdido e me disse que em 60 e tal anos de vida nunca tinha estado como um sem-abrigo à porta de uma estação de comboios como esteve naquele dia. Foi de Paris de autocarro, com uma pessoa que nem ia para o jogo mas visitar familiares que moram perto de Turim, coxeava porque foi operado a um joelho há uns anos, também não tinha onde dormir e estava a pensar aninhar-se num canto, fui com ele até um café que eu sabia estar aberto a noite toda, porque ele estava cheio de frio, pois pensava que a estação fechava durante a noite e esteve na rua. Estava à espera do autocarro das 11:00 para fazer mais sei lá quantas horas para Paris. Vive em França há cerca de 40 anos e nunca vai regressar a Portugal porque tem a família em França, alguns já nem portugueses são, mas ele depois destes anos todos ainda faz isto tudo para ir ver o Benfica! Comprou RedPass há uns meses só para poder comprar bilhete para a final caso o Benfica se apurasse, aproveitou e foi ver o jogo com o Olhanense. Estive um bom bocado na conversa com ele. Ainda apareceram os benfiquistas com quem apanhei táxi para o estádio, um deles só vinha a Portugal passar férias, nunca viveu cá depois dos 3 anos, mas o clube dele é o Benfica. Outros estão emigrados há mais anos que aqueles que estiveram em Portugal, mas o Benfica ficou. Esta gente também não dormiu e até foram a pé do estádio para a estação. 

Na estação ainda estive com outro benfiquista que tinha conhecido no comboio e também andou lá a dormir pelo chão. Falávamos como se nos conhecessemos, mas só tínhamos estado alguns minutos juntos. Tentei ir no comboio das 7:00, o revisor não me deixou. Fui tentar mudar o bilhete noutra estação, não podia. Andei por lá a tentar dormir em bancos e escadas. Voltei à estação para tentar ir no comboio das 10:00 e depois de alguma insistência lá me deixaram, viagem de merda sem ter posição para dormir.

O SL Benfica é isto. É mais que um clube, é uma família, e sacrifício para o presenciarmos.

Custou-me mais perder esta final que a do ano passado. Foi-nos roubada e saber que isso não será tido em conta na lista de vencedores dói-me. Por dentro choro revoltado. Mas repetiria tudo o que passei, mesmo sabendo o resultado final. No ano passado disse que repetiria e pagaria mais para ver o meu SL Benfica numa final europeia. Este ano valeu ainda mais pela experiência que tive com a enorme família benfiquista. 

Os espanhóis nem souberam fazer a festa, em Turim até parecia que não tinha acontecido nada... Se fossemos nós a ficar com a Taça teria sido a loucura na cidade!


Agora é continuar de cabeça erguida porque hoje vou à festa do Jamor apoiar o meu SL Benfica.