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domingo, 18 de maio de 2014

Por ti meu Benfica!

Como saí de Lisboa antes da venda de bilhetes para a final da Liga Europa e este ano não fui sorteado pela UEFA, não tinha bilhete para a final da Liga Europa, mas isso não me impediu de ir a Turim.

Fui de Paris no dia do jogo às 10:40, mais de 5 horas de viagem de comboio. Em Lyon sentou-se ao meu lado um gordo mal-cheiroso (ser gordo é importante porque a área a cheirar mal é maior que numa pessoa magra), foi ao meu lado todo o Sul de França, ainda pensei dar uns peidos para ver se não me cheirava tão mal mas, infelizmente, não estava com gases. Isto já me faria merecer a Taça, se fosse assim de Paris até Turim mereceria ser o capitão e levantar a Taça. Cheguei a Turim sem saber onde me dirigir, mas sabia que não deveria ser difícil orientar-me, fui para o estádio num táxi com outros benfiquistas vindos de Paris que nunca tinha visto e também procuravam orientação à saída da estação.

Cheguei ao estádio ainda sem bilhete, tinha apenas apalavrado com um benfiquista que descobri num fórum de adeptos do clube. Entrámos em contacto e encontrei-o com outros adeptos que frequentam o fórum. Como não tinha dinheiro nem consegui levantar ainda não lhe paguei, acertámos na boa-fé benfiquista, apesar de não nos conhecermos; cobrou-me pelo bilhete apenas o que lhe custou, porque como muitos outros não anda a tentar extorquir dinheiro a outros adeptos que querem ver jogos do Glorioso. Fiquei com o bilhete ainda sem certeza que ia entrar, era preciso identificação, deu-me uma cópia da identificação dele (que obviamente não sou eu... tenho cerca de menos 15 cm que ele..). Tentei entrar sem a tal identificação contando uma história que tinha preparado, não me deixaram entrar depois do revisor ter falado com o supervisor, mandaram-me esperar. Entretanto, outro benfiquista alertou-me para um revisor que estava a deixar passar tudo, mesmo ao meu lado e fui logo tentar com esse, em vez de ficar à espera, mesma conversa (ao lado do que não me deixou entrar) e deixou-me passar. Fiquei radiante. Não sei se toda a gente que tinha bilhete com nome de outra pessoa conseguiu entrar, mas nessa altura estavam a impedir algumas pessoas.



Jogo a sofrer com outros benfiquistas desconhecidos. Custou-me ser derrotado por esta maldição: a maldição do apito; expulsões perdoadas, penaltis perdoados e até no desempate por penaltis o apitador foi influente. Até em Espanha se falou mais disso na Comunicação Social que em Portugal. Essa maldição esteve bem presente, na outra mais falada não acredito, até em Boston a “curse of the Bambino” foi quebrada, a “nossa” também o será.

Pela primeira vez na história o SL Benfica atingiu a marca de 11 jogos europeus sem derrotas. Contando com este desempate por penaltis foi a primeira vez desde a derrota em 1963 em que estivemos em vantagem numa final europeia e a primeira desde a vitória em 1962 em que estivemos com uma desvantagem de 2 golos.

Gostei da forma como os adeptos se portaram nesta final, a equipa foi sempre apoiada e foi aplaudida (como devia) no final do jogo.

Saí do estádio desorientado, sem saber para onde ir, depois de algumas voltas à procura de um amigo que não encontrei, vi um grande grupo de pessoas à espera de autocarro, fiquei também à espera mesmo não sabendo para onde ia, mas se toda aquela gente estava ali não era certamente acaso. Eram na maioria benfiquistas, não entrei no primeiro autocarro porque vinha um segundo atrás. No primeiro entraram os benfiquistas, no segundo entrei eu e mais uns poucos; estava cheio de sevilhistas… fiesta moderada e eu ali caladinho a olhar. Segui sem saber onde sair, tendo em mente sair naquela onde saísse um grande grupo, até que vi a estação de comboio onde no dia seguinte deveria apanhar o comboio, saí para ter um ponto de orientação. Como não comprei estadia em lado nenhum, dei umas caminhadas pela cidade, fui beber um copo num bar, outro num restaurante que às 3:00 ainda estava cheio de gente a jantar e onde ainda estive com uns rapazes benfiquistas que foram de carro desde o Porto.

Pouco depois das 4:00 fui para a estação de comboios, apesar de só ter comboio às 17:00, é que ingenuamente comprei a viagem para a tarde para ainda ter tempo de ver alguma coisa da cidade… Na estação estavam uns quantos benfiquistas a dormir no chão e encontrei o Sr. Fernando que andava para lá meio perdido e me disse que em 60 e tal anos de vida nunca tinha estado como um sem-abrigo à porta de uma estação de comboios como esteve naquele dia. Foi de Paris de autocarro, com uma pessoa que nem ia para o jogo mas visitar familiares que moram perto de Turim, coxeava porque foi operado a um joelho há uns anos, também não tinha onde dormir e estava a pensar aninhar-se num canto, fui com ele até um café que eu sabia estar aberto a noite toda, porque ele estava cheio de frio, pois pensava que a estação fechava durante a noite e esteve na rua. Estava à espera do autocarro das 11:00 para fazer mais sei lá quantas horas para Paris. Vive em França há cerca de 40 anos e nunca vai regressar a Portugal porque tem a família em França, alguns já nem portugueses são, mas ele depois destes anos todos ainda faz isto tudo para ir ver o Benfica! Comprou RedPass há uns meses só para poder comprar bilhete para a final caso o Benfica se apurasse, aproveitou e foi ver o jogo com o Olhanense. Estive um bom bocado na conversa com ele. Ainda apareceram os benfiquistas com quem apanhei táxi para o estádio, um deles só vinha a Portugal passar férias, nunca viveu cá depois dos 3 anos, mas o clube dele é o Benfica. Outros estão emigrados há mais anos que aqueles que estiveram em Portugal, mas o Benfica ficou. Esta gente também não dormiu e até foram a pé do estádio para a estação. 

Na estação ainda estive com outro benfiquista que tinha conhecido no comboio e também andou lá a dormir pelo chão. Falávamos como se nos conhecessemos, mas só tínhamos estado alguns minutos juntos. Tentei ir no comboio das 7:00, o revisor não me deixou. Fui tentar mudar o bilhete noutra estação, não podia. Andei por lá a tentar dormir em bancos e escadas. Voltei à estação para tentar ir no comboio das 10:00 e depois de alguma insistência lá me deixaram, viagem de merda sem ter posição para dormir.

O SL Benfica é isto. É mais que um clube, é uma família, e sacrifício para o presenciarmos.

Custou-me mais perder esta final que a do ano passado. Foi-nos roubada e saber que isso não será tido em conta na lista de vencedores dói-me. Por dentro choro revoltado. Mas repetiria tudo o que passei, mesmo sabendo o resultado final. No ano passado disse que repetiria e pagaria mais para ver o meu SL Benfica numa final europeia. Este ano valeu ainda mais pela experiência que tive com a enorme família benfiquista. 

Os espanhóis nem souberam fazer a festa, em Turim até parecia que não tinha acontecido nada... Se fossemos nós a ficar com a Taça teria sido a loucura na cidade!


Agora é continuar de cabeça erguida porque hoje vou à festa do Jamor apoiar o meu SL Benfica. 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Maldição?!


No dia do 110º aniversário, o SL Benfica inaugurou uma estátua em homenagem a Béla Guttmann; é certamente uma homenagem merecida, no entanto, a meu entender a estátua deveria estar na rua, perto dos adeptos.  

É famosa a "maldição de Guttmann" sobre o SL Benfica, é frequentemente relembrada no mundo do futebol. Há até adeptos do SL Benfica que lhe guardam ressentimento, outros que querem perdão, mas o que é a maldição de Guttmann? 

Esta "maldição" é um mito do futebol, faz parte do folclore, até certo ponto ajudou a popularizar o SL Benfica. Já li sobre ela em muitos meios de comunicação social estrangeiros, quer quando se fala de Béla Guttmann, quer quando se fala de finais europeias do SL Benfica. 

Conhecido como "o Mago", Béla Guttmann sempre foi conhecido por ser controverso: nas decisões e nos comentários. Saiu o FC Porto para o SL Benfica, aparentemente, sem contactar os dirigentes do FC Porto, acabou por sair do SL Benfica também de forma abrupta. Voltou a ambos os clubes mas sem o sucesso que teve antes. Para o SL Benfica veio assinando um contrato com elevado prémio para a vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus, clausula pedida por si e não contestada devido à improbabilidade que aparentava em ser cumprida.


"Um treinador é como um domador de leões. Ele domina o animal, na jaula onde faz o seu espectáculo, enquanto tem autoconfiança e não demonstra medo. Mas no momento em que fica inseguro da sua energia hipnótica quando a primeira sombra do medo aparece nos seus olhos, ele está perdido," dizia. Sobre os seus empregadores, o húngaro uma vez declarou: "Durante a primeira temporada, o técnico trabalha calmamente; a segunda é mais difícil; e a terceira é fatal." Parecia levar este seu pensamento muito a sério nunca ficando muito tempo em nenhum clube, normalmente uma ou duas épocas. No SL Benfica, na primeira época venceu o campeonato, na seguinte voltou a vencer o campeonato e ainda foi campeão europeu, na época "fatal" voltou a ser campeão europeu. Este período já excedeu aquilo que para ele era razoável (foi o maior que passou em algum clube), até porque como ele disse "não conseguia treinar 11 comendadores" (referindo-se às honras que os jogadores recebiam), voltou, na altura da renovação, a tentar esticar a corda e pediu mais dinheiro e mais poderes no futebol do SL Benfica. A direcção do SL Benfica não cedeu perante as condições impostas por Guttmann e este saiu (já nem orientou a equipa que venceu a Taça de Portugal nesse ano). 

Na altura da saída disse que nem em 100 anos o SL Benfica voltaria a ser campeão europeu ou um clube português conseguiria ser bi-campeão europeu. Com o passar dos anos e com a perda de finais da TCCE por parte do SL Benfica (três nas 6 épocas seguintes) estas palavras passaram a "maldição". E nem mesmo com Guttmann, no seu regresso ao SL Benfica em 1965/66, esta foi quebrada. Com o passar dos anos, esta maldição parece ter-se alargado a qualquer final europeia do SL Benfica.

Era defensor do futebol atacante, foi um dos percursores do 4-2-4, dizem que foi quem levou esta táctica de jogo para o Brasil (que se veio a sagrar tri-campeão do mundo dessa forma).

Alguns anos depois de ter saído do SL Benfica o jornal A Bola fez uma entrevista imaginária com Béla Guttmann, utilizando frases proferidas por si, da qual destaco as seguintes partes:

"- Por que vectores passou o sucesso do Benfica de Guttmann?
- O segredo do êxito do Benfica não esteve na aplicação de teorias psicológicas mais ou menos ousadas e eficientes mas sim na estruturação da equipa segundo um modelo de jogo colectivo, tanto quanto possível perfeito.
(...)
- Quais os termos exactos da sua famosa maldição, que continua a dar muito que falar... ?
- Nem daqui a cem anos um clube português volta a ganhar duas vezes seguidas a Taça dos Campeões.
Foi difícil ser treinador do Benfica?
- Contra o Benfica, todos valem, ou fazem por valer, o dobro daquilo que efectivamente valem. É uma guerra santa.
- A mística do Benfica é apenas um mito?
- Só quem está lá dentro do Benfica é que pode saber o que é a mística. Eu, antes, já tinha ouvido falar na mística. Mas encolhia os ombros. Não sabia o que era. Francamente, até pensava que não fosse nada, que não passasse de uma simples e vã palavra. Agora, porém, que a conheci, senti e vivi, afirmo-lhe que ela existe. Não há nenhum clube do Mundo que possua mística igual à do Benfica. E é este, afinal, um dos grandes segredos dos seus êxitos e da sua força. 
- Não está a exagerar?
- Não. Tentarei explicar algumas das suas manifestações exteriores mais palpáveis. Veja, por exemplo, a sua massa associativa. Chove? Está frio? Faz calor? Que importa? Nem que o jogo seja no fim do Mundo, entre as neves da serra ou no meio das chamas do Inferno, por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica, atrás da sua equipa. Grande, incomparável, extraordinária massa associativa!
- E os jogadores sentem esse clima?
- Nunca encontrei jogadores que sentissem tanto a camisola como os do Benfica. Mesmo que não sejam tecnicamente famosos, tornam-se futebolistas assombrosos e temíveis. É a mística do Benfica, compreende?
(...)
- Há fórmulas simples no futebol?
- O «passa, repassa e chuta» é indispensável para chegar ao golo. - Só isso? - Marca e desmarca. Se a bola não é nossa, marca; se a bola é nossa, desmarca. Este é o princípio, o princípio fundamental.
- Outro conceito...
- O sistema para os homens e não os homens para o sistema.
(...)
- Considera-se um treinador de ataque?
- Sempre me interessou mais que o ataque fizesse mais golos do que obrigar a defesa a não os sofrer. Não me desgosta nada que o adversário marque três ou quatro golos desde que a minha equipa marque quatro ou cinco...
(...)
- Não abre excepções, é sempre ao ataque?
- As equipas orientadas por mim não costumam jogar à defesa. Os bons resultados conseguem-se jogando ao ataque. Quanto muito tolero que se defenda o resultado se este for favorável e se cifrar na diferença mínima nos últimos dez ou quinze minutos do encontro. Mas só nessa hipótese.
(...)
- A sorte e o azar fazem parte do futebol?
- Não tenhamos dúvidas. Sem sorte não se conseguem bons resultados no futebol. Só com sorte nada se consegue. Essa sorte de que tanto se fala faz parte do futebol, é dele, pertence-lhe, tal são seus os golos, os pontapés de canto ou os penaltys. Não se podem dissociar. 
-E a sorte, como consegue?
- E preciso saber pela lutar pela sorte, ou antes, não nos esquecermos dela em todas as circunstâncias. Quando se está em «dia não» luta-se pela sorte; quando se está em «dia sim» basta aproveitá-la. Compreende senhor? Nada tem nada de complicado."


Foi um dos melhores treinadores da história do SL Benfica, foi que conseguiu os maiores feitos no clube, os seus conceitos marcaram o SL Benfica dos anos 60 e 70, é por isso que merece ser recordado, mais que por uma maldição que não existe. No entanto, mesmo que o SL Benfica ganhe esta final da Liga Europa se pode dizer que a maldição está quebrada, não apenas porque a maldição não existe, também porque se ganhar a competição não será campeão da Europa.

Que amanhã os nossos jogadores sintam a camisola como aqueles que Guttmann encontrou e que a nossa mística esteja bem presente.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

14 de Maio, dia talismã!

Foi com um grande catenaccio à portuguesa que eliminámos uma equipa italiana nas meias finais da Liga Europa. À partida o sorteio não tinha sido favorável, defrontar o campeão italiano nunca é fácil, quando nem tem sido fácil para o SL Benfica defrontar equipas italianas. Lembro-me quando nos anos 90 fomos eliminados 4 vezes por equipas italianas, num período de 5 épocas, sempre pelo menos nos quartos-de-final. Nos tempos de Jorge Jesus temos matado alguns destes borregos, no entanto no último confronto contra equipas italianas já tínhamos eliminado o SSC Napoli. 

À partida poderia ter sido desvantajoso jogar em casa a primeira mão, e a vitória 2-1 não era um bom indício para o desfecho da eliminatória, uma vez que nas últimas 3 semi-finais europeias o resultado do jogo fora tinha sido 0-1; duas delas com 2-1 em casa e consequente eliminação. Esse resultado é o mais comum nos jogos fora do SL Benfica em meias-finais europeias, aconteceu em 4 das 14. Fora conseguiu-se um maravilhoso 0-0, em sofrimento com 9 jogadores no final. O SL Benfica tinha sofrido golos nas últimas 4 meias-finais fora, apenas por 4 vezes (a contar com esta) não sofreu, este foi o terceiro 0-0 fora e a terceira qualificação com esse resultado.

Nesta eliminatória, ao contrário do que aconteceu nas outras meias-finais que disputou, Óscar Cardozo não marcou, apenas Eusébio (com 5) tem mais golos que o Tacuara pelo SL Benfica em meias-finais, está em igualdade com outras três lendas: José Águas, José Augusto e José Torres.

Lembro-me de muitas eliminatórias em que o SL Benfica foi melhor mas acabou eliminado, especialmente contra equipas italianas, desta vez a equipa soube defender o resultado e a vitória moral foi dos outros. É muito mais bonito quando a vitória a sério cai para o nosso lado. Vi nesta equipa o espírito de sacrifício que vi, e tanto admiro, no jogo de Mário João, o grande campeão europeu; as grandes equipas, as grandes equipas campeãs têm que ter estes jogadores que dão sempre um bocadinho mais que aquilo que parecem ser capazes. Esta equipa é campeã!


Jorge Jesus com três meias-finais disputadas é o treinador que levou o SL Benfica mais vezes a esta fase e irá igualar Béla Guttmann e Sven-Goran Eriksson com duas finais.

Agora vamos jogar a nossa 10ª final europeia, num duelo que repete a estreia europeia de ambas as equipas, na altura a vitória foi conquistada pelo clube espanhol. O Sevilla FC vai disputar a sua terceira final europeia, sempre na Liga Europa (Taça UEFA), só tem vitórias nas finais que disputou, no percurso até lá venceu sempre uma equipa portuguesa (este ano já venceram o FC Porto).

Vai ser a segunda final europeia que o SL Benfica disputa em Itália, a outra disputou-se em Milão contra o FC Internazionale (derrota por 0-1).

A final vai ser disputada a 14 de Maio, um dia que tem sido talismã para o SL Benfica, foi nesse dia que em 1994 vencemos 6-3 em Alvalade e em 2005 vencemos 1-0 na Luz ao Sporting CP, dois jogos decisivos para a conquista desses dois campeonatos. 

Este ano o SL Benfica disputou os seus 28ºs quartos-de-final europeus, 47,46% das épocas europeias, disputou as suas 14ªs meias-finais europeias, 23,73% das épocas europeias, irá disputar a sua 10ª final, 16,95% das épocas europeias. São números que colocam o SLBenfica entre os grandes da Europa. Apenas Real Madrid CF, FC Barcelona e FC Bayern München têm mais participações em quartos-de-final (não contando com a Taça das Cidades com Feira que não era organizada pela UEFA e não é reconhecida pela mesma, nesse caso a Juventus FC também teria mais quartos-de-final que o SL Benfica). O SL Benfica é o sétimo clube a chegar à décima final europeia, para que se perceba melhor a dimensão destes números, o Sporting CP tem menos uns quartos-de-final disputados que o SL Benfica tem finais, o FC Porto tem menos uns quartos-de-final disputados que o SL Benfica tem meias-finais.

Venha a décima!

sábado, 12 de abril de 2014

Jorge Jesus na Europa


É certo que Jorge Jesus tem vencido poucos títulos para o futebol que as suas equipas no SL Benfica jogam, mas os seus resultados têm colocado o SL Benfica num patamar elevado e estável, como não acontecia há muito.

Os resultados do SL Benfica de Jorge Jesus têm sido insatisfatórios na Liga dos Campeões, também devido às expectativas serem elevadas. Com excepção da sua primeira época, a equipa não tem começado a época com o fulgor que consegue atingir nos meses de Janeiro a Março, onde os seus resultados têm sido melhores e onde a equipa joga o futebol mais vistoso. É nesse período que o SL Benfica costuma jogar as eliminatórias da Liga Europa, ou Liga dos Campeões como aconteceu em 2011/12.

Neste momento o SL Benfica vai em 8 jogos europeus sem perder. A melhor série é do tempo do Eriksson a caminho da final da UEFA de 1983: 10 jogos. Jorge Jesus fez duas vezes 9, a última parada no ano passado em Istambul.

Perdeu-se, contra o Tottenham Hotspur FC, devido ao adormecimento da equipa, a hipótese de igualar a melhor série de vitórias europeias consecutivas: 6 Eriksson 1989/90. Jorge Jesus igualou a sua melhor série.

Com Jorge Jesus, o SL Benfica conseguiu atingir pela primeira vez 5 quartos-de-final europeus consecutivos, a melhor série era de 1991/92 a 1994/95. Esta foi a 28ª presença (47,46% das épocas europeias) do SL Benfica em quartos-de-final europeus. O SL Benfica vai jogar a sua 14ª meia-final europeia (23,73% das épocas europeias), será a 3ª com Jorge Jesus como treinador, o primeiro a consegui-lo no SL Benfica. 

Com Jorge Jesus, o SL Benfica venceu pela primeira vez na Alemanha (e já repetiu), venceu na Holanda 45 anos depois, conseguiu pela primeira vez vencer 4 jogos europeus consecutivos fora (série em decurso).

O SL Benfica é o clube que tem mais vitórias e mais golos marcados na história da Liga Europa, pode parecer fácil por ter participado em 4 das 5 edições, no entanto, por exemplo, o nosso maior rival histórico participou em tantas edições como o SL Benfica, jogando sempre pré-eliminatórias e fases de grupos (onde se apanham equipas mais fracas) e não conseguiu o registo do SL Benfica que entrou 3 vezes na fase a eliminar (onde se apanham as equipas mais fortes). Como o nosso maior rival há mais.

É certo que ninguém teve mais oportunidades que Jorge Jesus para conseguir os números que apresenta, apenas Eriksson, com 39 jogos, tem mais jogos europeus no SL Benfica que Jorge Jesus tem vitórias. No entanto, não seria qualquer treinador a colocar o SL Benfica neste patamar de qualidade. Esperava-se mais na Liga dos Campeões, por vezes não teve a coragem de abordar os jogos com o estilo que lhe trouxe tantas vitórias, mas os valores globais são bons.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Que não nos calhe... o Valência

Oiço muita gente dizer, “Epá, espero que não nos calhe a Juve”. Ora bem, para mim é precisamente o inverso. Eu quero ganhar a Liga Europa e a Juventus é, na minha opinião, a equipa mais forte das três possíveis para esta meia final. Assim, e porque a final será em Turim, que venha a Juve já enquanto podemos fazer duas mãos jogando com esses italianos em igualdade de circunstâncias. Se é que é possível jogar com a Juve em igualdade de circunstâncias! É como dizer que o fc porto tem ganho tudo limpo nos últimos trinta anos! Enfim, esquemas à parte, parece-me que equilibraríamos melhor a eliminatória se pudéssemos jogar com eles cá e lá em vez de jogar só lá que é o que vai acontecer se os encontrarmos na final.

Por outro lado, uma final é uma final. Ou seja, é sempre bom ir apanhando equipas teoricamente inferiores para facilitar o acesso a estágios avançados das competições e aí poder discutir títulos e troféus. Neste sentido, que venha o Sevilha que é, notoriamente, a equipa menos apetrechada destas meias. Atenção, não estou a dizer que vão ser favas contadas se nos calhar o Sevilha, estou apenas a dizer que me parece que o Benfica é superior a esta equipa e que esta é a equipa menos forte das quatro apuradas. Há, ainda, duas outras razões que me levam a querer o Sevilha nestas meias. A primeira é que Sevilha fica a umas curtas quatro horas de viagem de carro, podendo ser uma opção ver os dois jogos da eliminatória apoiando os nossos jogadores a 100 %. A segunda é defender a honra dos nossos compatriotas a norte que foram cilindrados e humilhados na cidade andaluz. Bom, talvez não seja bem isso! Talvez seja mais mostrar àquela gente da fruta e do café com leite o que é uma equipa a sério e como se ultrapassa com certa comodidade um adversário acessível e, principalmente, como não ser goleado pelo nono classificado da época anterior no país vizinho.

Quanto ao Valência, não encontro razões para os querer enfrentar e aquela garra que lhes permitiu dar a volta a uma eliminatória com três golos de atraso pode muito bem ser canalizada para outro adversário que não o Glorioso. Assim, que não nos calhe o Valência!

Entretanto apreciem mais uma vez o jogo de ontem, agora em holandês :)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mais uma noite fria de futebol

Esta época no estádio do SL Benfica já estamos habituados a pouco público e futebol fraco. A totalidade das assistências esta época na Liga dos Campeões foi de cerca de estádio e meio - já contando com as ofertas de bilhetes -, para isto ajudou o mau futebol que a equipa joga e os preços de bilhetes nada meigos (para depois andarem a oferecer bilhetes, para a vergonha não ser tão grande...). 

Hoje estava tão pouca gente que até consegui ouvir os cânticos dos Diabos Vermelhos, mas quem mais se fez ouvir foram os, também, poucos adeptos do PSG FC. Isto porque os No Name Boys pareceram estar em silêncio de protesto até aos 30 minutos e na segunda parte até aos 80 minutos, cantando durante pouco tempo; na segunda parte os cânticos até me pareceram infelizes:
- "Quem nós somos? Todos querem saber...", duvido que haja muita gente a querer saber quem eles são, estão lá para ajudar e calados pouco fazem pelo SL Benfica;
- e "O Benfica é nosso...", não sei se o SL Benfica ainda é deles/nosso...

Pela terceira vez em quatro épocas, com este treinador, o SL Benfica ficou de fora das dezasseis melhores equipas da Europa. Pela segunda vez consecutiva num grupo acessível. Desta vez saímos derrotados no confronto directo por dois dos nossos adversários, tendo ainda a benesse que apanhar o mais forte já qualificado (e em gestão da equipa) na última jornada, tal como na época anterior. No entanto, o que mais preocupa é a forma como a equipa joga, especialmente a forma como defende. Nunca vi tanto ser perdoado a um treinador do SL Benfica.

Agora vamos para a Liga Europa onde temos mais hipóteses de fazer boa figura - fora dos dezasseis melhores da Europa mais uma vez -, mas é claro que ainda precisamos de melhorar muito, porque não deve haver lá equipas menos poderosas que o FC Arouca, o CF "os Belenenses" e o Gil Vicente FC, que já vieram ao nosso estádio causar grandes problemas...


Para quando a mudança de guarda-redes titular no SL Benfica? Acho que está na altura de preparar isso, é que com o Artur dificilmente ganhamos títulos. No ano passado entregou a Liga e a Taça aos nossos adversários. Claro que há muita gente que diz que ele é bom; até pode ser bom mas para o SL Benfica não chega, alguns golos "indefensáveis" que sofre é em lances onde os outros fazem a diferença a conseguir vitórias. O primeiro golo do FC Arouca foi "indefensável", o golo de hoje também. O Roberto era mau, o Artur não terá uma conotação tão negativa mas para mim foi pior, custou-nos muito mais.


domingo, 19 de maio de 2013

Fui a uma final europeia ver o SL Benfica!

Foi a terceira vez que vi o SL Benfica numa final europeia - depois da UEFA Futsal Cup de 2010 e da EHF Challenge Cup de 2011 - mas foi a primeira vez que me desloquei ao estrangeiro para o fazer e mais importante: foi no futebol!

Nunca hei-de esquecer o momento em que nos sagrámos campeões europeus de futsal (feito que ainda me emociona) mas uma final europeia no futebol era o meu sonho. O meu sonho maior seria ser campeão europeu de futebol, mas o sonho mais possível era uma final europeia. Depois de ver os adeptos do Real Zaragoza CD, do FC Rapid Wien, do RCD Mallorca, do Middlesbrough FC, do RCD Espanyol de Barcelona, do PFC CSKA Moscva, do FC Zenit, do FC Shakhtar Donetsk, do Fulham FC e do SC Braga a presenciarem a finais europeias com os seus clubes cada vez o vazio era maior dentro de mim.

Fui ver uma final europeia do meu clube, posso dizer que saí contente. A festa foi bonita, o convívio agradável, houve respeito entre os adeptos e os clubes, bate-mo-nos bem, o jogo foi bom e emocionante. Não saí feliz, perdemos. Aquela movimentação do Ivanovic, a cabeçada e a trajectória da bola até bater nas redes, são um momento que me pareceu enorme e em que não consegui esboçar reacção; tirou-me o que mais interessava na final, mas não me tirou a importância do momento e toda aquela vivência.

O certo para mim é que o SL Benfica merecia (e devia) ter marcado mais um golo, era aquele lance imediatamente após o golo do Chelsea FC... O Cardozo devia ter marcado para poder dedicar a todos aqueles que saíram antes do final do jogo e já não estavam lá para ver o segundo golo do SL Benfica. Já não estavam lá para empurrar a equipa para a frente. Já não estavam lá para aplaudir o esforço da equipa. Foram a uma final europeia e não a viram toda! Deviam ter pressa para evitar as filas do trânsito... Esses mereciam que o Cardozo tivesse marcado aquele golo, mas, obviamente, também mereciam que o SL Benfica perdesse. (O parágrafo seguinte exclui aqueles a quem este parágrafo foi dedicado.)

Durante o jogo os adeptos do SL Benfica estiveram muito bem, a equipa jogou bem e esteve bem apoiada nas bancadas, a equipa saiu aplaudida no final; ainda me senti mais orgulhoso de pertencer ao SL Benfica. Já critiquei várias vezes o apoio das claques e do público em geral em jogos europeus, no jogo contra o Fenerbahçe SK e na final os adeptos do SL Benfica fizeram do SL Benfica um clube maior. Saí orgulhoso.

Muitas vezes os nossos adeptos querem que as equipas vençam mas não fazem nada por isso. Acreditam que as equipas têm obrigação de ganhar apenas porque representam o SL Benfica, não têm em conta que existem rivais com a mesma ambição que as nossas equipas, com valor talvez superior, não interpretam o desporto como desporto mas como uma equação que tem como resultado o SL Benfica a vencer sempre. Tudo que não seja isso é incompetência; sem ter qualquer respeito pelo esforço e dedicação de jogadores e equipas técnicas. Basta ler alguns comentários sobre a equipa de voleibol e basquetebol para o perceber. ( A equipa de basquetebol perdeu dois jogos esta época, já ganhou três competições, só que um dos jogos que perdeu ditou a perda da Taça de Portugal, o que fez com que essa fosse a competição mais importante a ganhar... Nem percebem que é nos jogos mais importantes que há maior probabilidade de perder.) São muito ambiciosos mas não merecem ganhar; não sabem como se ganha.

Gostava de lembrar que houve tempos em que éramos eliminados pelo SC Bastia, pelo Halmstads BK, éramos humilhados pelo FC Bayern München e pelo RC Celta de Vigo, houve tempos em que não íamos às competições europeias. Perder uma final europeia não é vergonha para ninguém. Eu prefiro perder na final que em qualquer outra eliminatória, prefiro perder nas meias-finais que em qualquer eliminatória anterior, etc... Perde quem chega lá, nós chegámos lá. E bate-mo-nos com brio - equipa e adeptos!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Final da Liga Europa - Amesterdão outra vez!


A Liga Europa é a segunda divisão do futebol europeu, o seu vencedor é a décima sétima melhor equipa desse ano nas competições europeias (atrás dos participantes nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões). Se o SL Benfica jogasse a final do campeonato da segunda divisão nacional, eu quereria estar lá, sendo uma final europeia eu vou.

Participaram 193 equipas na Liga Europa deste ano, restam as duas melhores. Dessas 193, 32 vieram das 76 que participaram na Liga dos Campeões, 20 equipas foram eliminadas nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões sem segunda oportunidade e 8 não se conseguiram qualificar na fase de grupos da Liga dos Campeões. 16 equipas qualificaram-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, provando que foram melhores que os que podem ganhar a Liga Europa (neste caso, duas equipas que vieram dessa competição e foram eliminadas). No entanto, não haja dúvida que este é um jogo muito importante. É uma final europeia, podemos ganhar uma taça muito prestigiante.

Vai ser a nona final europeia do SL Benfica, um feito alcançado por poucos:
Real Madrid CF
16
AC Milan
14
FC Barcelona
13
(4)
FC Bayern München
12
Juventus FC  
12
(2)
Liverpool FC
11
SL Benfica
9
FC Internazionale
9
AFC Ajax
9
(entre parêntesis o número de finais da Taça das Cidades com Feira, não incluído no total.)

À partida esta será uma das finais mais históricas da Liga Europa / Taça UEFA (ou qualquer outra competição europeia secundária), será a terceira edição que terá dois finalistas campeões europeus – após as finais de 2002, entre SC Feyenoord e BV Borussia 09 (em Roterdão), e de 2003, entre FC Porto e The Celtic FC (em Sevilha) -, feito que nunca chegou a acontecer na extinta Taça das Taças, nem na antecessora da Taça UEFA, a Taça das Cidades com Feira. Na Taça dos Campeões Europeus aconteceu por 7 vezes, na Liga dos Campeões (contando a edição em decurso) por 12 vezes (9 delas após o aumento de participantes com não campeões nacionais).

Apenas por três vezes houve finalistas com mais títulos de campeão europeu que Chelsea FC e SL Benfica – nas vitórias do Real Madrid em 1985 e 1986 (6 títulos) e na vitória do Liverpool FC em 2001 (4 títulos) – e em outras duas com a mesma quantidade de títulos – nas vitória do AFC Ajax em 1992 e na vitória do FC Bayern München em 1996. Na Taça das Taças aconteceu haver mais títulos na final em 1972 e 1983 - quando o Real Madrid CF (6 títulos) foi finalista vencido -, o mesmo número de títulos em 1987 e 1988 – quando o AFC Ajax (3 títulos) venceu e perdeu as finais, respectivamente.

Ou seja, em 80 edições anteriores (39 da Taça das Taças e 41 da Liga Europa / Taça UEFA, a que se poderiam juntar as 13 edições da Taça das Cidades com Feira), houve duas finais entre campeões europeus, cinco finais entre finalistas com mais de três títulos e quatro finais entre finalistas com 3 títulos. Esta será a primeira final entre campeões europeus em que um deles tem mais que um título.

Esta vai ser a quarta final europeia em Amesterdão (além da final a duas mãos que o AFC Ajax ganhou em 1992):
1962 TCCE SL Benfica 5-3 Real Madrid CF (Estádio Olímpico)
1977 TVT Hamburger SV 2-0 RSC Anderlechtois (Estádio Olímpico)
1992 TU AFC Ajax 0-0 Torino C (Estádio Olímpico)
1998 LC Real Madrid CF 1-0 Juventus FC (Amsterdam Arena)

Será a décima quarta final na Holanda, foram finalistas equipas dos seguintes países:
Inglaterra – 4 vitórias 1 derrota
Espanha – 3 vitórias, 3 derrotas
Alemanha – 2 vitória, 3 derrotas
Holanda – 2 vitórias
Itália – 1 vitória, 3 derrotas
Portugal – 1 vitória
Áustria – 1 derrota
Bélgica – 1 derrota
França – 1 derrota

Se juntarmos a Taça UEFA (finais a duas mãos, por acaso o jogo decisivo foi sempre na Holanda), os holandeses levaram mais três taças, os alemães mais uma, perderam ingleses, franceses e italianos.

Antes do SL Benfica, já três clubes repetiram finais na Holanda: o AC Milan, Barcelona FC e o Real Madrid CF. Todos na mesma cidade, na mesma competição e com uma vitória e uma derrota. Juntando as finais a duas mãos, o SC Feyenoord ganhou duas Taças UEFA (uma a duas mãos), o AFC Ajax uma Taça dos Campeões e uma Taça UEFA (o único clube a jogar em duas cidades diferentes) e o Tottenham Hotspur FC venceu uma Taça das Taças e perdeu uma Taça UEFA. Até agora apenas clubes holandeses conseguiram vencer mais que uma competição europeia no seu país. Os clubes ingleses apenas perderam  duas finais, na Holanda, uma a duas mãos, já levaram de lá taças em quatro finais. A história está contra nós, temos que tentar seguir a tendência do AFC Ajax de vencer na Taça dos Campeões e depois na Taça UEFA e a do SC Feyenoord de vencer duas vezes na mesma cidade.

terça-feira, 30 de abril de 2013

As nossas meias-finais europeias

Há aqueles que acreditam que a história se repete, há quem acredite que sabe interpretar os números para adivinhar o futuro. Eu acredito que isso tem tanto valor como as superstições. No entanto, gosto de observar o histórico dos resultados desportivos e encontrar padrões. Eis alguns, curtos e facilmente detectáveis:
 
(A bold os jogos em casa. Os jogos de 1983 estão trocados: 0-0 em casa, 1-1 fora)

Nunca sofremos mais do que um golo em casa.
Nunca marcámos mais do que um golo fora.
Nunca perdemos em casa, empatámos dois jogos (uma qualificação, uma eliminação).
Nunca sofremos mais que 2 golos num jogo.
Perdemos uma vez fora 0-1 na primeira mão; fomos eliminados. 
Nas duas últimas meias-finais perdemos 0-1 fora e fomos eliminados.
Perdemos três vezes (antes desta) 0-1 fora e fomos sempre eliminados.
Sempre que perdemos fora sem marcar fomos eliminados.
Depois de não marcar fora só sofremos golo uma vez em casa mas qualificá-mo-nos.
Nas últimas três meias-finais o resultado foi 2-2, quem jogou em casa a segunda mão qualificou-se com 1-0.
Houve outra meia-final resolvida por golos fora, vencemos 1-1.
Nunca estivémos mais que duas meias-finais seguidas sem nos qualificarmos.
Foi a sétima vez que jogámos a primeira mão fora, qualificá-mo-nos em 4 fomos eliminados em 2 (séries de: 2 apuramentos, 2 eliminações, 2 apuramentos).
Sempre que disputamos uma meia-final num ano terminado em 1 também disputamos a meia-final dois anos depois.
Qualificá-mo-nos nas meias-finais dos outros anos terminados em 3.


Há muita história para contrariar na quinta-feira. Eu vou estar lá a cumprir a minha parte para nos qualificarmos. Se formos eliminados hei-de aplaudir o esforço dos nossos jogadores. E hei-de aplaudir esta campanha, porque perder meias-finais europeias não é vergonha para ninguém.


 De notar que este ano igualámos o Inter como o 5º clube com mais quartos-de-final europeus (Taça das Cidades com Feira incluída):


Apenas em provas da UEFA estamos em 4º (ou seja, excluindo a Taça das Cidades com Feira):

Em meias-finais estamos em 9º.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Forte é o Spartak...

Spartak Moscovo: com 4 jornadas ocupa a penúltima posição da liga russa;

Dinamo Kiev: a 6 jornadas do fim da liga ucraniana ocupa a 2ª posição a 9 pontos do 1º:

PSV: a 6 jornadas do fim da liga holandesa ocupa a 2ª posição a 2 pontos do 1º.


Mas forte, para a imprensa portuguesa, é o Spartak Moscovo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Belo massacre de bola

Foi bom notar que na Luz os que aplaudem se sobrepõem e são mais persistentes que os patetas que assobiam os jogadores do SL Benfica, hoje a maioria dos adeptos está de parabéns.

Os adeptos do SL Benfica foram (mais uma vez esta época) mais ambiciosos que a equipa e (bem) não deixaram a equipa adormecer, "empurraram-na" para o quarto golo. Os adeptos têm sabido o que exigir da equipa quando estamos perante adversários fragilizados e necessitamos de bons resultados em casa.

Aimar é um condutor de jogo como nunca vi no SL Benfica. (Gostei de o ver beijar o símbolo do Glorioso.)

O Maxi e o Coentrão continuam a mexer o jogo do SL Benfica. Fantásticos. Não me lembro de um jogo esta época em que não jogassem bem.

O Cardozo continua a não acertar uma. 

O Roberto continua a falhar. Um guarda-redes tem no mínimo que estar num nível médio-alto em todos os jogos, num clube gigante como o SL Benfica isso é ainda mais importante. O Roberto pode fazer 20 jogos excelentes consecutivos mas, pelo que compromete em alturas importantes, não é guarda-redes para ser titular do SL Benfica.

Tenho que ver este jogo outra vez, pelo menos até ao minuto 75 e depois do 90. Bonito!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Final da Liga Europa

No ano passado, por termos adversários nacionais levados ao colo até ao fim do campeonato, não nos foi possível lutar convenientemente pela conquista deste troféu europeu. Este ano, pela mesma razão, ou seja, por termos adversários nacionais levados ao colo até ao fim do campeonato, vamos poder lutar pela conquista desta competição e vamos ganhá-la.

Amanhã o Estugarda salta fora e depois venha o Porto porque com árbitros europeus não há forma de perdermos. Vamos aproveitar e começar a comprar o nosso lugar no Lansdowne Road, em Dublin. A UEFA já colocou os primeiros bilhetes a sorteio.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A olear o Rolo

Se esta equipa do VfL Stuttgart fosse apanhada pelo "Rolo Compressor" como foi o Vitória SC teria saído de Lisboa com um belo esmagamento. Tiveram muitas dificuldades em fazer mais que dois passes consecutivos, defenderam mal, foram caceteiros, foram trapalhões, tiveram o guarda-redes em boa forma. O "Rolo Compressor" surgiu já com mais de 10 minutos na segunda parte, apesar de ser possível ganhar sem ele, se tivesse surgido antes o SL Benfica iria para a Alemanha com a eliminatória resolvida. Mesmo assim, dada a qualidade do adversário, o SL Benfica tem as melhores condições de sempre para ir ganhar à Alemanha.


O SL Benfica vai com 14 jogos consecutivos a ganhar, nunca tinha assistido a algo assim. É obra!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Voltaram a perder contra os alemães


Desta vez não foram goleados como contra o FC Shalke 04 mas mais uma vez as claques do SL Benfica não estiveram à altura da equipa. Se dos adeptos comuns já não espero o apoio incondicional que deveria existir, das claques espero que não haja grandes paragens no apoio, com mais vivacidade e que não se deixem ofuscar em casa pela claque do adversário. Na verdade é mais fácil apoiar quando se está a ganhar, mas quem não oferece muito mais que isso também não devia ter os níveis de exigência tão elevados para os jogadores.

Uma das claques já tem poucos sinais vitais - aprecio o esforço dos que ainda resistem para não a deixar morrer, mas - é preciso mais que ir para o estádio com uma faixa, umas bandeiras e muito silêncio.



Gostava que o SL Benfica revivesse tempos de glória como alguns que ainda me lembro - maiores que o actual. Deviam começar na bancada. A mim não me basta sermos muitos.